13/07/2005

That stupid man suit

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Donnie Darko: Why do you wear that stupid bunny suit?
Frank: Why are you wearing that stupid man suit?

Porque te vestes de humano, quando humano não és?
Porque fazes que queres, quando não o queres fazer?
Porque queres dar imagem, se só mesmo imagem tens para dar?
Porque dás numa de saber, quando sabemos que assim não és?

Porque sabes como fazer, como mostrar e parecer... E vestir...
Mas o que vestes não condiz contigo, porque de humano nada tens!

Antes vestido de homem bomba, porque aí sabiamos as tuas intenções e fugiamos!
Mas misturaste connosco e destrois-nos mais do que essa bomba destruíria... Porque enganas, vestido como nós e fingindo ser humano...

Onde compráste esse fato? Ele não se devia poder comprar... é merecido. E tu não o mereces... Homem vestido de humano, quando humano não és!

10/07/2005

Humanos no sudoeste; Paredes de Coura destronado

Paredes de Coura parecia ser o melhor cartaz do Verão... foi destronado.
Uma aquisição de peso do Festival Sudoeste permitiu isso: HUMANOS.
Afinal os concertos únicos, cada vez são menos únicos, a pedido das massas. Felizmente!


Quem sabe este Verão em vez de se gritar "Ó Elsa!?", não se ouça um "Ó Maria Albertina!?".


CARTAZ FESTIVAL TMN SUDOESTE
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Música portuguesa para estrangeiro ouvir

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Recentemente dois turistas do Canadá pediram-me para lhes sugerir bandas/artistas portugeses para eles conhecerem e levarem.
Acabou por ser mais complicado do que eu pensava... mas lá consegui. Estas foram as minhas sugestões:

Cantado em Português:
1- HUMANOS
2- TRÊS TRISTES TIGRES - "Comum"
3- CLÃ - "Rosa Carne"
4- MADREDEUS

Musica mais tradicional:
1- ZECA AFONSO
2- CARLOS PAREDES
3- AMÁLIA RODRIGUES
4- ANTÓNIO VARIAÇÕES
5- SÉRGIO GODINHO
6- Nova geração de fadistas: CAMANÉ e MARIZA.

Cantado em Inglês:
1- BELLE CHASE HOTEL
2- THE GIFT
3- FUNAMI
4- GOMO
5- DAVID FONSECA (ok... admito que tive dúvidas neste)

Não estão necessariamente por ordem de preferência...
Podia ter acrescentado muito muito mais, mas de certeza que não conseguiriam comprar tudo...

Como bom exemplo de intercâmbio cultural, aqui ficam as sugestões deles, muitas já conhecidas no circuito mais alternativo por cá:

STARS; K-OS; APOSTLE OF HUSTLE; A.C. NEWMAN; BROKEN SOCIAL SCENE; PEACHES; FEIST; THE DEARS; THE STILLS; JASON COLLETT; THE CONSTANTINES; YOUNG & SEXY; THE ORGAN; KINNIE STARR; THE NEW PORNAGRAPHERS.

Eu acrescentaria ainda: GODSPEED YOU BLACK EMPEROR; CEX; POLIPHONIC SPREE; THE ARCADE FIRE; HOT HOT HEAT; e o nosso alvo de amor platónico, musicalmente falando: RUFUS WAINWRIGHT.

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07/07/2005

As palavras saem-me sem eu saber muito bem como...

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O ar sobe pela traqueia, transforma-se ao passar nas cordas vocais, ondulando pela língua e passando pelo meio dos dentes. Mesmo sabendo isso, quando fecho a boca, já é tarde.

Dizem que o pensamento cria as palavras... não. Quem as cria é a emoção, irracional e poderosa.
Quando a razão se apercebe... já é tarde. O estrago foi feito.

Antes as palavras tivessem a capacidade de voltar a entrar, de viajar no tempo ou simplesmente serem esquecidas. Mas isso só acontece na terra dos sonhos...

Depois de sair, ela entra no ouvido e depressa chega ao "cérebro ouvinte" do ouvinte... Mas aqui, em oposição, é a zona onde mora a racionalidade. A emoção é traduzida em razão.
A palavra não pensada transforma-se em certeza indignada, magoada, revoltada... e assim sairá vestida a palavra que sai. De razão.

Mas importa lembrar que enquanto a palavra feita de razão vem do ar dos pulmões, a palavra de emoção vem do ar do coração. Um outro tipo de ar, mais volátil, que por vezes provoca explosões depois de sair.

Tenho vindo a aprender a falar pelos pulmões, mas é difícil. Quem sabe uma intervenção cirúrgico-terapêutica o resolva. Não... não é assim tão simples. Terei de aprender como os outros... errando, errando, errando e, finalmente, acertando!

05/07/2005

My own private stalker

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Nunca vos aconteceu ter alguém mais ou menos conhecido que encontram sempre nos lugares mais ou menos inesperados?
Pois bem. Se a resposta é sim... você é um vencedor!!! Tem aquilo que se chama de "o seu stalker privado" ou numa tradução pouco correcta "a sua sombra pessoal".

Eu não tenho só um... tenho dois! Dois private stalkers cultos... ou seja, qualquer que seja o concerto, filme ou festival... aí estão eles.
X&Y... my own private stalkers.

Mas isso só acontece quando Z&M vão juntos a esses locais (M=Me).
Mas não só nesses locais, por que Z vê X fora destes e a M acontece o mesmo com Y, no entanto em menos vezes que na primeira situação...
Deste modo, a probabilidade condicional de Z&M verem X&Y se estiverem num evento cultural é bastante elevada e maior do que a soma das probabilidades de Z ver X e de M ver Y, nos restantes lugares (sendo ambas maiores que zero).
Complicando a situação: P(Z&M/X&Y)>P(Z/X)+P(M/Y)>0

Dizer: "Olá! Mais uma vez nos encontramos." ou "Olha, olha quem está aqui. Faz "tanto" tempo [inserir aqui ironia nas palavras]."... é algo que já se tornou banal e é cada vez menos utilizado. O que antes era uma possibilidade, agora tornou-se certeza.
Quando Z&M dizem: "será que hoje vamos encontrar X&Y?"... Estas são as palavras que os fazem aparecer quase por magia. Ou mesmo: "olha... hoje não os vimos.". Dito e feito... aparecem.


Bom... manifestações pseudo-intelectualóides (e quem sabe matematicamente erradas) à parte... o que interessa é que sei que nestes lugares, a probabilidade de estas 4 "letras" se encontrarem é grande... porque:
Everybody needs their own personal stalker. Achamos que não precisamos deles... mas eles estão lá!

Hmmm... Não sei porquê mas por momentos lembrei-me dos ácaros... whatever!
:O)

03/07/2005

Do we really "need a war"?

“We Need A War”- Fischerspooner
(Fischer/Spooner/Sontag/Harry)

We need a war to show‘em
We need a war to show‘em
that we can
We need a war to show‘em that we can do it
Whenever we say we need a war…

If they mess with us
If we think they might mess with us
If we say they might mess with us
If we think we need a war, we need war

Chorus
We need a war,
If we think we need a war.
We need a war.
If we think we need a war.

A war to make us feel safe,
A war to make‘em feel sorry.
Whoever they are…

If they mess with us
If we think they might mess with us
If we say they might mess with us
If we think we need a war, we need war

Chorus
Can we do it?
Sure we can.
We need a war.
We need a war.
We need a war.

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Hmmm... Será que isto não faz lembrar um certo alguém(ns), de um certo país, que pensa desta certa forma... de certa forma errada!?

Certamente que para uns estará certo e para outros certamente errado. Mas será certo impôr esta certa forma de ser, fazer e estar, para quem certamente não pensa assim?

De certeza que haveria outra forma de estar, fazer e ser... mas aí já não seria esta certa forma, mas sim seria outra forma. E esta outra forma não seria mais ou menos certa, mas pelo menos seria outra... certamente diferente desta.

Outra forma de pensar o ser, fazer e estar, sem impor, mas partilhar. Certamente que esta não é a forma de o fazer, pois outra haverá de ser!
A ver vamos...

Filme americano em cinema mexicano...

(Uma experiência recente...)

Espero na fila com os bilhetes na mão. Claro... não ha lugares marcados. Cheguei tarde!
Aqui fora há de tudo. Até bicha versão cultura Maya (antes Azteca).
Entro na sala depois de passar pelo chão escorregando na coca-cola. Procuro um lugar. Só quero um! Desculpe está ocupado? Perdon... esta ocupado? Si... claro!
Desço e encontro. Pergunto... como é possivel um lugar vazio no centro da sala? Descubro porquê. Meu colega esquerdo era "muslim" como dizem os "gringos". Turbante em versao árabe de Jedi. Pela mente passaram imagens dos números 11/9. Coisa estúpida. Estereótipo em acçao!
Estou sentado. Se explodir, serão 1001 pedaços. Talvez 1002. Tudo bem...
Chega a senhora do cinema. 1, 2, 3... ainda faltam pessoas na contagem. Vamos esperar. Aqui nao começa a horas. Começa quando está toda a gente. E aqui está toda a gente. O filme começa!
Ao fim de uma semana e meia a falar espanhol, o Inglês nunca me pareceu tão bem.
A "força" está comigo! Durmo acordado e aguento a acção. E mais acção e... acabou-se a acção. Intervalo. Há que comprar mais pipocas. "Não começamos enquanto nao esgotarem o stock" passa em mensagens subliminares.

Voltámos. Jedi em versão arabe foi o último. Um turbante na escuridão fica sempre bem, num filme assim. Onde está o seu sabre laser? Fica para mais tarde.
Voltámos a mais do mesmo, até que o mesmo acabou.
Há que sair pela saída de emergência que aqui emergência é sair. E tudo ao mesmo tempo. Sala 1 com sala 2, com sala 3 ou sala 4. Em manada mais fácil de controlar. Que saiam para nao voltar a entrar!

Quente na rua e em todo o lado. É tropical entenda-se. É um calor mais quente.
Volta-se ao lugar de partida (sem receber 20 contos) e há que escolher... dormir com o calor ou com o ruído do frio? Parece que ganhou o calor.
Quem sabe amanha escolha o ruído.
Quem sabe amanha novo filme americano em cinema mexicano!

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We3... WeAnimals... YouHumans

WE3
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A dog named Bandit, a cat named Tinker, and a rabbit named Pirate are ultimate cyborg assassins...

The Incredible Journey meets The Terminator in WE3 — a heartbreaking animal adventure like no other. The eagerly awaited reunion of the white-hot team of Grant Morrison (JLA, New X-Men) and Frank Quitely (THE AUTHORITY, New X-Men), WE3 is their most ambitious collaboration yet — their own unique attempt to create a 'Western manga'.

In this wild adventure, the government has spent millions to fuse the firepower of a battalion with the nervous systems of a dog named Bandit, a cat named Tinker, and a rabbit named Pirate. As part of a program to replace human soldiers with expendable animals, the U.S. government has transformed three ordinary pets into the ultimate killing machines.But now, those three animals have seized the chance to make a last, desperate run for 'Home'. A run that will turn into a breathless hunt to the death against the might of the entire military/industrial complex.
http://www.dccomics.com/features/grant_morrison/intro.html

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Eu: Deus. Tu: Cão, gato, coelho...
Eu: Vivo. Tu: Vives para mim.
Eu: Tenho prazer... Tu: Dás-me prazer. Fazes-me companhia.
Eu: Tenho direitos. Tu: Também... Mas esquece-os. És meu.
Eu: Sou inteligente. Tu: Também... Mas eu falo!
Eu: Sou teu dono. Tu: Não há tu. Não tens identidade. És meu.
Eu: Soberano. Tu: Subordinado.
Eu: Sou humano. Tu: Brinquedo.
Eu: Tenho sentimentos. Tu: Tens aqueles que te dou.
Eu: Faço o que quero. Tu: Fazes o que eu quero. És meu.
Eu: Manipulo-te, modifico-te, experimento em ti. Tu: Não dizes nada...
Eu: Deus. Tu: Cão, gato, coelho...
Eu: Deus. Tu: Cão, gato, coelho... Meu!

Será um dia ao contrário?

Os amigos de ga(z)par

O Professor; Pitágoras, seu afilhado; o guarda Serôdio; Romão; a viúva Felismina, etc., são alguns dos amigos de Gaspar, nesta série infantil que é uma das grandes referências para a geração que tem agora cerca de 20 anos. In RTP, Guia Electrónico de Programação.

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Ok... Estão a ver a série os amigos de gaspar? Pois bem, o nome é a única coisa que este blog tem em comum. Esqueçam tudo o mais! Vemo-nos por aí...

Àqueles do costume... e aos outros também.
Por razões de ciúme, seu nome não direi!