14/09/2005
O meu poema simples II
La, la, la, para ai voltareisteis... e de novo me texteis.
Hmmm... acho que se continuar a tentar consigo fazer coisas mais parvas ainda. Prometo!!!
13/09/2005
O meu poema simples
Estou aqui onde chegui.
Chegui e vim para aqui.
Aqui onde escrevi.
E pronto!
11/09/2005
Pedaços urbanos de mim
Estou aqui, mas já não estou... volto a dizer.
Sei que o que sou, vai-se transformar, mudar, alterar.
Se de uma auto-biografia se tratasse, acabaria aqui o volume um.
Ma se a fizesse, não a escreveria, porque a escrita altera as emoções que um dia foram exprimidas e não lhes fazem juz.
Mais sentido faria uma imagem, duas imagens, três imagens ou outras mil.
Mil palavras vezes uma, vezes duas, vezes três, vezes mil.
Nestas imagens seria o que sou: o meu olhar. Como me sinto e senti sempre.
Nelas estaria a história de uma vida curta, escrita em linguagem de rugas.
Seriam acompanhadas da banda sonora da minha vida, em constante audição. Diferentes músicas, para diferentes estados de alma.
Pano de fundo... a cidade. Escura mas luminosa. Por vezes fria, outras quente. Mas sempre uma cidade.
Pedaços urbanos de mim... que fazem a minha história assim!
08/09/2005
Vinde para baixo senhoras torres, qual cavalo de Tróia em Tróia!


Torres do antigo complexo turístico da Torralta vieram abaixo
Vinde para baixo senhoras torres, nós vos rogamos.
Vinde pois precisamos dos votos contidos na vossa estrutura implodida.
Fazei uma festa, convidai os altos dignatários dos vossos pedaços de terreno e os dos pedaços maiores e glorifiquemos este momento.
Parai o país para ver a exaltação dos monarcas, pois este momento é de celebração.
Bradai! Bradai povo aos céus em agradecimento, pois a nós devem estar agradecidos... a nós que acreditamos habitar esses céus.
Vinde para baixo senhoras torres, pois aqui vos esperamos... para mandar pó para os olhos de quem vos olha.
Vinde para baixo senhoras torres, pois queremos construir as vossas irmãs e destruir a natureza que vos rodeia.
Qual cavalo de Tróia em Tróia, a vossa queda será bem-vinda. E os soldados da construção começarão a sair e a transformar para mau, aquilo que de bom existia. Aí teremos a nossa vitória e já ninguém nos pode parar. Aí teremos a nossa recompensa de poder e luxúria.
E assim elas caíram...
07/09/2005
Estou aqui, mas não estou (I am not here... this isn't happening)
Olho para os prédios e vejo outra cidade através deles. E o mar ali à minha espera.
Olho para as pessoas como se estivesse a ver memórias recentes.
Sinto-me a viver um presente que demora em tornar-se passado.
Estou aqui, mas não estou...
Este já não é o meu abrigo, o meu tempo, o meu espaço.
Já viajei, estando aqui.
Já cheguei, onde ainda não estou.
Estou aqui, mas não estou...
Caminho por ruas que um dia fiz minhas, mas o que vejo são as outras.
Acordo lá, nos meus lençois aqui.
E a espera? Que interminável ela se tornou...
Estou aqui, mas não estou...
Quando estiver lá, acordarei aqui.
E pensarei aqui. E viverei aqui.
E serei eu outra vez... aqui.
Estou aqui, mas há muito que deixei este lugar.
Estou aqui... mas já não estou... Fui.
Voltarei no tempo de um albúm!
To be continued in:
How to Disappear Completly, by Radiohead

06/09/2005
In love with an album I: Sigur Rós - Takk
Ele faz-me sentir bem. Com ele experimento emoções, contradições de sentimentos, momentos... eu chamaria de alentos.
Não preciso dormir... só voar, cantar, dançar... sem pensar. Subo cada vez mais alto. Um acorde, dois acordes. Uma melodia e estou no céu. Não sabia que era assim tão simples.
Não preciso de avião, de nada artificial. Vôo sem asas, mais alto, mais alto, mais alto... estão a ouvir-me? Estou a gritar aqui do alto!!! Olááá. Mais alto. Uma nuvem, outra nuvem. Quero aquela estrela para mim. Vou esticar a mão, porque sinto que posso alcançá-la. Passei por ela. Disse-lhe olá. Quero um planeta. Aquele ali, mais à frente, rodeado por 2 sóis e uma estrela anã azul. Guardo-a para mim. Brinco com ela. Vejo o fim do universo. Está já ali... tão perto. É feito de seda negra, macia, perfeita, pura. Passo o fim e vejo-me no início.
Volto para trás, despindo a seda. Deixo a anã azul perto das irmãs douradas e digo adeus ao planeta. Adeus estrela, adeus nuvem... estou a chegar. Ouço o meu olá enquanto desço. Mais baixo, mais baixo, mais baixo. A melodia está cada vez mais baixa e sinto-me a adormecer. Começo a sentir calma, paz... relaxo. Volto para ele, no mesmo sítio onde estava quando o deixei.
Estava aqui... no meu computador... a rodar para mim. Nunca pensei ser possível... mas apaixonei-me por este álbum.
Vou agora dormir. Amanhã vou deixá-lo tocar e viajarei de novo. Esquecerei tudo o resto e por momentos, por breves momentos... estarei em paz.
Sigur Rós - Takk - À venda no dia 12 de Setembro!
Não deixa de ganhar um significado especial um álbum que me faz viajar... e que sai no dia da minha primeira viagem de afastamento temporário deste país...
E que me faz lembrar que não poderei ver o concerto em Lisboa...
E que me faz lembrar uma pessoa muito especial para mim... e que adoro.
E como na viagem de sonho... também voltarei um dia e ouvirei o CD por cá.
Vou e volto... no tempo de um albúm!
05/09/2005
Dúvidas existenciais II: Qual o significado do coito nos jogos infantis?

Tenho uma dúvida existencial...
Como qualquer criança, em pequeno jogava muitos jogos infantis nos tempos de lazer. Às escondidas, à apanhada, ao macaquinho-do-chinês, à macaca (sim... um bocado abichanado este), à cabra cega, ao bate-pé (pois...), etc etc.
Na altura tudo me parecia simples, ingénuo, sem malícia. Mas agora que cresci, pergunto-me: porque em alguns jogos havia um COITO?
COITO: do Lat. coitu; s. m., cópula carnal (In Dicionário de Língua Portuguesa Online)
Ok... não será isto algum tipo de Educação Sexual não declarada?
Por exemplo, quando jogava às escondidas, fazia tudo para chegar ao coito, pois esse era o objectivo do jogo. Mas tinha de o fazer sem ser apanhado, pois só assim teria a glória de alcançar o objectivo desejado. Se não alcançasse o objectivo, seria uma espécie de coitu interruptus.
Tradução:
- Se te portares bem e não fores apanhado, tudo estará bem e podes alcançar o tão desejado prazer.
- Se fores apanhado... temos pena! Não só não retiras prazer, como serás punido com algum tipo de castigo.
Mas o que andamos nós a ensinar às crianças?! Nada de grave creio eu!
Obrigá-las a trabalhar de sol a sol, cozendo ténis de marca na Ásia, para nós os podermos comprar a baixos preços ou obrigá-las a trabalhar no nosso país em obras públicas, por não querermos pagar mão-de-obra mais cara... é MUITO PIOR.
Mas continuo sem perceber porque existe este coito...?!
02/09/2005
Minha amiga barata

Vivo com uma barata. É a minha companheira mais fiel. Para onde quer que eu vá, sei que quando volto ela estará lá para me receber de asas abertas...
Ainda temos alguma dificuldade na interacção, é verdade... Ela foge de mim quando me vê. Não percebo porquê, já que não tenho qualquer tipo de fúria sapatal para com ela...
Quero torná-la minha amiga!
Podia preparar-lhe um suculento repasto de bolas de cotão (o que não falta por aqui), mas receio que viessem outras roubar-lhe isso...
Não é a primeira barata com que eu tenho uma relação e ela de algum modo deve saber isso. Existiu uma antes na minha vida, mais velha, madura... mas as coisas não correram bem. Dois egos demasiado grandes para a mesma casa. Ambos nos achávamos donos e senhores do mesmo espaço. Mas eu varri-a literalmente da minha existência. A última vez que a vi, desapareceu por debaixo da porta do prédio... rumo a ruas nunca dantes palmilhadas. Quem sabe outra pessoa a acolha.
Mas isso faz parte do passado. Esta barata é jovem, insegura e não sabe para onde vai. Tem os cantos escuros e buracos como amigos. Cabe a mim mostrar-lhe que não há que ter medo.Não lhe farei mal.
E mesmo não a vendo, sei que ela está aqui, ao pé de mim. Faz-me companhia.
Agora, se fosse uma MELGA...
01/09/2005
A alma em estados

Sou perseguido pela depressão. Ela está obcecada por mim. Quer tornar-me sua. Mas eu não quero.
Estou casado com o stresse e sou irmão da ansiedade. A minha amiga fobia faz-me ter medo dela. E fico neuroticamente histérico só de pensar nela.
O meu corpo contorce-se no escuro, temendo a sua visita. Dói-me a barriga, com o arranhar das entranhas, em ebulição com a expectativa. Os suores frios dizem olá às insónias, que dormem sobre os olhos vermelhos vendo os segundos transmutados em minutos, em horas de impaciência.
Não tenho visto o pânico ultimamente, mas estou obsessivamente preocupado com o isolamento auto-imposto pelos estados maníacos de hiper-actividade. Poderá tornar-se imposto por outros, se o cansaço lhes chegar a atingir e a paciência lhes fugir.
Gostava de ser autista e viver no meu mundo, mas havendo outros autistas neste mundo, ele deixa de ser meu e nós de ser autistas.
Procuro ter vários pensamentos para evitar um pensamento recorrente, mas aí fico exausto, pois a memória de um pensamento já se tornou mais forte que os que com ele competem. Vitória de um pensamento, perdida por mim.
Fadiga, apatia, desânimo, mal-estar... parasitas que acompanham a depressão e se alimentam com ela. Querem levar-me o meu irmão mais novo: o optimismo.
Aquisição mais recente da família, mas também o mais fraco, imaturo e sensível. Tenho de lhe dar constantemente comida, pois não o sabe fazer sozinho.
Um dia será forte e se tornará polícia. Guardador de pensamentos. Zelará por mim.
Prenderá a depressão na masmorra mais funda e inacessível da minha memória.
Ocasionalmente poderá ser visitada pela amiga solidão. Mas apenas para lembrar que por ela existir, a alegria pode nascer, crescer e quem sabe um dia perseguir-me. Ficar por mim obcecada e eu tornar-me parte de si.
29/08/2005
Mas que raio de enchumaço era aquele?- Lisbon Soundz

Franz Ferdinand:
Junte-se 1) um guitarrista que provavelmente disse "um dia quando for grande quero ser um beatle e vestir roupas justas, versão queer anos 60", 2) um baixista versão estátua loura com pose de deus grego e a armar para o beto que toda a gente gozava na escola, 3) um baterista esquizofrénico cujos surtos se manifestam por batidas impacientes, sem conseguir estar mais de 5 segundos parado e finalmente 4) um Elvis versão esquelética, Ego-brit de veia narcísica e pseudo-Casanova... e tem-se a receita de um concerto de sucesso!
Tempo ainda para uma musica "never never never played before".
Faltou o "This fire" para pegar fogo a Lisboa (das poucas áreas do país que não arderam ainda...).
Apesar de tudo, conseguiram que uns resistentes gritassem por eles, mesmo depois de começar a música do "vai-te embora que o concerto já acabou e a gente quer arrumar esta treta".
Uma pergunta ficou por responder... Mas que raio de enchumaço era aquele nas calças do vocalista? Contente por nos ver?... Ficará para a próxima a resposta. Nós também ficámos contentes de os ver.
Mogwai:
Um concerto quase-muito bom. Não animou os que esperavam pela electricidade dos Franz, mas de certeza preencheu muitas das medidas de quem ia lá para os ver também. A noite ajudou à magia e não foi preciso nenhum Harry Potter para isso (apesar da banda vir de terras de sua majestade também).
Estes senhores sabem mexer com sentimentos. Do calmo relaxante para o segundo seguinte de explosão de raiva. Catártico diriam alguns.
Até os compatriotas de saias (entenda-se escocesas) Franz Ferdinand os elogiaram. Boa!
Jimmy Chamberlain Complex:
Não, não é nenhum problema psicológico que tenha, fez questão de frisar o senhor. É apenas um convite a se albergarem um tempo neste "complexo" e partilharem com eles da alegria de fazer música.
Sim, sim... já sabemos que gostam muito de Portugal e Lisboa é uma cidade maravilhosa. Já estamos fartos de ouvir isso. Até o Lenny Kravitz queria vir viver para cá e ter uma portuguesa que cuidasse dele (partilhado no SBSR do ano passado). O que a droga faz às pessoas...
Bunny Ranch:
Cheguei tarde, mas já sabia o que a casa gasta! Baterista com bicho carpinteiro que não sabe estar quieto, mas que em conjunto com a banda consegue transmitir esse bicho ao público. Há quem goste de mais do mesmo durante várias músicas... há quem vá buscar uma cerveja.
São portugueses e isso valoriza-os. Conseguiram entrar num "festival de estranjas". Valeu!
28/08/2005
dEUS

A sair em 12/09/2005
24/08/2005
Frases autobiográficas I - Eu sou um pecador... e tu vais-me tramar, não vais Deus?
Umas vezes faz mais sentido, outras menos, mas de uma forma geral aplica-se. Venha ela:
Eu sou um pecador... e tu vais-me tramar, não vais Deus?

23/08/2005
Um filme muito bom!... mas ao contrário.
Mau seca seca seca seca seca Mau seca seca seca Mau seca seca seca Mau seca seca Mau seca seca seca Mau Mau seca seca seca Mau Mau seca seca Mau seca Mau seca seca Mau seca seca Mau seca seca seca Mau seca Mau seca Mau seca Mau seca Mau seca seca seca Mau seca Mau seca seca Mau seca seca seca Mau seca seca Mau seca seca Mau seca Mau seca seca seca Mau seca Mau seca seca Mau seca seca seca Mau seca seca seca seca seca Mau seca Mau Mau Mau
Bom... se calhar não é assim tanto...
Uma fala do filme vale a pena ser salientada. Foi qualquer coisa do género (não me lembro das palavras exactas):
- Quem é Deus?
- Bom... Costumas às vezes pedir ou desejar alguma coisa e ter fé de que as coisas se vão realizar?
- Sim.
- Deus é aquele que te ignora.
Ficarei à espera da sequela... A Península! Talvez tenha uma história mais coerente...
21/08/2005
Deleting isn't forgetting
Zapping Old Flames Into Digital Ash
By ANNA BAHNEY, The New York Times. April 4, 2004
19/08/2005
Cerro os dentes

Cerro os dentes.
Em ebulição. Quero explodir. Gritar... mas cerro os dentes. Contenho.
A respiração acelera, o coração acelera, o pensamento abranda. Cerro os dentes.
Sinto que posso esmurrar a parede sem me importar o que acontece, porque da parede não passo. Cerro os punhos, contraio os músculos e cerro os dentes.
Cerro para não abrir, morder, ferir. Cerro e contenho.
Cerro... Não quero cerrar. Estou farto. Quero morder quem me morde e deixar de bem fazer. Quero morder, rasgar, deixar de preocupar. Farto estou de controlar. De ser mordido.
Mas no fim de tudo sempre cerro os dentes. No ultimo momento, segundo ou pedaço de tempo, cerro os dentes. E mais forte pareço... pareço. Mas não sei se sou. Porque continuo a ser mordido.
17/08/2005
Carlinhos, o Machista Gay
E se vivessemos num mundo em que o assédio e piropos que as mulheres sofrem na rua não existisse e isso acontecesse com os homens?
E o que têm a ver os Pastéis de Nata e o Jel com isto tudo?
Resposta a estas perguntas neste vídeo do programa da TV2, "A Revolta dos Pastéis de Nata".
16/08/2005
Um rolo de papel higiénico preto...
A Liga Internacional contra a Discriminação e Dominância do Papel Branco na Higiene Pessoal (LIDDPBHP) já se pronunciou favoravelmente quanto a esta decisão, congratulando-o.
A Associação dos Amigos dos Cotonetes Rosa-Choc (AACRC) também já enviou o seu apelo ao cantor e espera resposta para breve.
http://www.paredesdecoura.com/
14/08/2005
Heaven
And my heart beats so that I can hardly speak.
And I seem to find the happiness I seek.
When we’re out together dancing cheek to cheek.
Afinal Deus existe! Se morresse hoje, seria com um sorriso na cara.
God moves in mysterious ways...
11/08/2005
Sit Down, Stand Up- Ou os dois estados de alma
Sit down, stand up
Sit down, stand up By Radiohead.
Uma vezes estou sentado, outras levantado.
Às vezes até voo por cima de todos. Mas nunca me arrasto a seus pés. Das grandezas também não tenho a mania e não vivo de ilusões.
Sentado partilho, converso, apoio e estou próximo. De pé eu abraço, ajudo a levantar e tenho força.
Sentado e levantado é um estado de alma... é como sou.
De joelhos ou em reverência é ilusão.Uma questão de perspectiva, que às vezes dou e outras me dão. Mas sempre ilusão.
Estava sentado... É altura de me pôr de pé, para depois voar e olhar o mundo de cima.
Se voltarei a sentar-me? Claro. Estar sentado não é negativo. É apenas um estado anterior ao levantado e que deve ser alternado.

09/08/2005
Franz Ferdinand e Sigur Rós em Lisboa
O grupo rock escocês actua pela primeira vez em Lisboa no próximo dia 28, acompanhado pelos conterrâneos Mogwai e os Jimmy Chamberlin Complex. (...) concerto no Lisbon Soundz, um mini-festival que decorrerá na Doca de Algés.
Os bilhetes para o Lisbon Soundz estarão à venda a partir de segunda-feira e custam 25 euros.
Quem também regressa a Lisboa, mas em Novembro, são os islandeses Sigur Rós, dois anos depois de dois concertos esgotados nos coliseus.
20 de Novembro, apenas no Coliseu de Lisboa. Os bilhetes já estão à venda e custam 25 euros.



