
And now for something completely weird...
Sparkling tooth, I see, with my fairy poison eyes.
Então experimentem ver a série Carnivale da HBO.
O melhor que já vi do género, desde os X-Files e Twin Peaks. A não perder, em DVD ou por milagre na TV...

And now for something completely weird...
Sparkling tooth, I see, with my fairy poison eyes.

Sai. Vá lá. Sai. Estou à espera que saias!
Olha que os senhores estão à minha espera. Não me deixes ficar mal.
Estás envergonhada, eu sei. Estás cansada, eu sei. Gostas de estar acompanhada pela tua amiga. Estás farta de trabalhar. Tudo isso eu sei.
Mas acho que me deves alguns favores. Tenho-te alimentado. Dou-te oportunidades para que faças ouvir a tua voz. Deixo-te dormir com os sonhos ao lado.
Faz isso por mim... sai cá para fora Inspiração. Podes fazer-te acompanhar da tua amiga Criatividade se quiseres. Depois de me dares algo para mostrar, deixarei que voltes a dormir na minha mente enquanto os sonhos trabalham.
Obrigado! Sabia que podia contar contigo.
Só gostava que não tivesse tanto trabalho de cada vez que quero que saias... Hmpf!











Ele faz-me sentir bem. Com ele experimento emoções, contradições de sentimentos, momentos... eu chamaria de alentos.
Não preciso dormir... só voar, cantar, dançar... sem pensar. Subo cada vez mais alto. Um acorde, dois acordes. Uma melodia e estou no céu. Não sabia que era assim tão simples.
Não preciso de avião, de nada artificial. Vôo sem asas, mais alto, mais alto, mais alto... estão a ouvir-me? Estou a gritar aqui do alto!!! Olááá. Mais alto. Uma nuvem, outra nuvem. Quero aquela estrela para mim. Vou esticar a mão, porque sinto que posso alcançá-la. Passei por ela. Disse-lhe olá. Quero um planeta. Aquele ali, mais à frente, rodeado por 2 sóis e uma estrela anã azul. Guardo-a para mim. Brinco com ela. Vejo o fim do universo. Está já ali... tão perto. É feito de seda negra, macia, perfeita, pura. Passo o fim e vejo-me no início.
Volto para trás, despindo a seda. Deixo a anã azul perto das irmãs douradas e digo adeus ao planeta. Adeus estrela, adeus nuvem... estou a chegar. Ouço o meu olá enquanto desço. Mais baixo, mais baixo, mais baixo. A melodia está cada vez mais baixa e sinto-me a adormecer. Começo a sentir calma, paz... relaxo. Volto para ele, no mesmo sítio onde estava quando o deixei.
Estava aqui... no meu computador... a rodar para mim. Nunca pensei ser possível... mas apaixonei-me por este álbum.
Vou agora dormir. Amanhã vou deixá-lo tocar e viajarei de novo. Esquecerei tudo o resto e por momentos, por breves momentos... estarei em paz.
Sigur Rós - Takk - À venda no dia 12 de Setembro!
Não deixa de ganhar um significado especial um álbum que me faz viajar... e que sai no dia da minha primeira viagem de afastamento temporário deste país...
E que me faz lembrar que não poderei ver o concerto em Lisboa...
E que me faz lembrar uma pessoa muito especial para mim... e que adoro.
E como na viagem de sonho... também voltarei um dia e ouvirei o CD por cá.
Vou e volto... no tempo de um albúm!


Vivo com uma barata. É a minha companheira mais fiel. Para onde quer que eu vá, sei que quando volto ela estará lá para me receber de asas abertas...
Ainda temos alguma dificuldade na interacção, é verdade... Ela foge de mim quando me vê. Não percebo porquê, já que não tenho qualquer tipo de fúria sapatal para com ela...
Quero torná-la minha amiga!
Podia preparar-lhe um suculento repasto de bolas de cotão (o que não falta por aqui), mas receio que viessem outras roubar-lhe isso...
Não é a primeira barata com que eu tenho uma relação e ela de algum modo deve saber isso. Existiu uma antes na minha vida, mais velha, madura... mas as coisas não correram bem. Dois egos demasiado grandes para a mesma casa. Ambos nos achávamos donos e senhores do mesmo espaço. Mas eu varri-a literalmente da minha existência. A última vez que a vi, desapareceu por debaixo da porta do prédio... rumo a ruas nunca dantes palmilhadas. Quem sabe outra pessoa a acolha.
Mas isso faz parte do passado. Esta barata é jovem, insegura e não sabe para onde vai. Tem os cantos escuros e buracos como amigos. Cabe a mim mostrar-lhe que não há que ter medo.Não lhe farei mal.
E mesmo não a vendo, sei que ela está aqui, ao pé de mim. Faz-me companhia.
Agora, se fosse uma MELGA...