29/10/2005

Faça favor de passar: Bloc Party e Patrick Wolf em concerto

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Entremos.
Sítio interessante este. Parece mais um pub com espaço para concertos do que uma sala de espectáculos. Talvez por isso toda a gente esteja com uma "pint" na mão. Maioritariamente adolescentes. Explica-se pela paragem no calendário escolar por alguns dias.

Entrámos.
Parece que já começou alguma coisa... está uma figura estranha no palco... Mas não era suposto ser só um concerto de Bloc Party? Parece que trouxeram um convidado. Espera... parece... não pode ser... não tenho assim tanta sorte... sim! É ele! Um bónus inesperado. É o...

Patrick Wolf - Imaginemos uma mistura entre os Dandy Warhols e uma versão mais jovem (twenty something) do Antony e obtemos este moço.
Vestido com se de um boneco de pano se tratasse, com um meio capuz preso ao cinto por uma fita de tecido e um cabelo (e não só) a fazer lembrar o senhor Courtney Taylor-Taylor dos Dandy Warhols.
Um piano e guitarras acústicas para ele, um violino para a senhora e uma bateria para o outro senhor e está o espectáculo montado.
Impressiona. Pela imagem, pela simplicidade das músicas, pela inocência arty e pela força acústica que quase faz esquecer que é acústica.
Perde. Pela falta de alguns instrumentos que preenchessem alguns dos vazios nas músicas, aqueles espaços de som puro mas inacabado.
Valeu o esforço de convencer a plateia semi-bêbeda que aplaudiu a saída de forma efusiva. O moço deve ter ficado contente sim senhor.

Esperemos.
Sim, sim. Quer passar para ir ter com os seus amigos? Concerteza. Excuse me? Of course. Deixou a sua mulher grávida no centro da plateia? Sim. Passe. É primeiro ministro da Grunholândia? Por quem é. Querem parar de passar à nossa frente por favor!??? Damn!!!

Esperámos.
E aí vêm eles.


Bloc Party -
Olhar para os Bloc Party é como olhar para uma versão reduzida das nações unidas. Ele é raízes anglo-saxónicas, chinesas e africanas. Representam parte do mundo. E quem bem que eles representam. Mas a representação pára aí.
Toda a sua actuação foi genuína. Podia dizer que eram a banda mais alegre e feliz do mundo... e suada. Como eles próprios disseram, quando se sua muito é porque o concerto está a ser bom. Não houve qualquer referência ao cheiro envolvido.
Duas ou três músicas novas (incluindo o dançável Two More Years, que amavelmente ofereceram às "senhoras que dançam muito bem nas bancadas") e as músicas do álbum Silent Alarm com alguns laivos pós album de remixes (tocar a versão feita com os Death From Above 1979 em vez da original foi um exemplo).
Se se diz que os ingleses são um público frio, nunca devem ter visto um concerto de Bloc Party nestas paragens. Todas as músicas tinham eco, movimento e copos voadores (meio cheios... ou será meio vazios?).
Eles, o centro das atenções, são representantes de vários estados de espírito. A alegria e raiva contida do vocalista, a timidez do guitarrista, o ar british e intelectual do baixista e as explosões de energia do baterista (como de um corpo tão magro sai tanta força?), combinaram-se e proporcionaram um espectáculo bastante bom.

"We're gonna win this"... and they won!


25 Outubro de 2005, Carling Academy, Bristol

24/10/2005

Dúvidas existenciais III - o caso dos hetero-flexíveis

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Tenho uma dúvida existencial...
Recentemente um amigo ensinou-me uma nova palavra: hetero-flexível. Que significa isso?
HETEROSSEXUAL - adj. 2 gén., relativo à atracção ou ao comportamento sexual entre dois indivíduos de sexo diferente; designativo do enxerto dos órgãos genitais com transplantação cruzada que masculiniza as fêmeas e feminiza os machos (ok... esta não compreendi...); s. 2 gén., indivíduo heterossexual (In Dicionário de Língua Portuguesa Online).
FLEXÍVEL -
do Lat. flexibile; adj. 2 gén., que se pode dobrar; que se pode curvar; fácil de dobrar; fig., dócil; maleável; submisso, complacente (In Dicionário de Língua Portuguesa Online).

HETEROFLEXÍVEL - do Lat. heteroflexibilis; s. 2 gén., indíviduo heterossexual que se pode dobrar, curvar, que é facil de dobrar; maleável, submisso e complacente (In Dicionário de gaZpar, versão revista e aldrabada).

Portanto, será alguém que apesar de estar habituado a vaginus lambensis (peço desculpa pelo
nível), também gosta de se dobrar de vez em quando, submetendo-se à vontade de terceiros, quartos ou a quem quiser...

Portanto é alguém que dirá: "Ok. Vou ali e já venho!". Mas nem todos voltam...

21/10/2005

And now for something completely weird: Carnivale

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And now for something completely weird...

Sparkling tooth, I see, with my fairy poison eyes.
Passing through Miss Ivy, along my Casanova friends.
I look up.
Hello Mr. Radio! How are you today?
And off he goes…
Look out! It’s a big cloud out there!
It’s something wrong with the art of making bubbles, don’t you think?
Ok… OK! Put your hands in the air and wait for the next song to fly over your head!

Foi suficientemente estranho este momento? Não?
Então experimentem ver a série
Carnivale da HBO.
O melhor que já vi do género, desde os X-Files e Twin Peaks. A não perder, em DVD ou por milagre na TV...

19/10/2005

Sai lá que estou à espera!

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Sai. Vá lá. Sai. Estou à espera que saias!

Olha que os senhores estão à minha espera. Não me deixes ficar mal.

Estás envergonhada, eu sei. Estás cansada, eu sei. Gostas de estar acompanhada pela tua amiga. Estás farta de trabalhar. Tudo isso eu sei.

Mas acho que me deves alguns favores. Tenho-te alimentado. Dou-te oportunidades para que faças ouvir a tua voz. Deixo-te dormir com os sonhos ao lado.

Faz isso por mim... sai cá para fora Inspiração. Podes fazer-te acompanhar da tua amiga Criatividade se quiseres. Depois de me dares algo para mostrar, deixarei que voltes a dormir na minha mente enquanto os sonhos trabalham.

Obrigado! Sabia que podia contar contigo.

Só gostava que não tivesse tanto trabalho de cada vez que quero que saias... Hmpf!

Senhora de vermelho num mundo de verdes II

Para completar o misticismo da coisa, importa dizer que a foto foi tirada em Glastonbury (cidade do mítico festival de música), numa torre chamada Glastonbury Tor que tem vista para longínquas paragens e que as "boas línguas" dizem que é o lugar onde foi enterrado o Santo Graal (aquele copito de vinhaça da última ceia) e está ligado ao Rei Artur (aquele mocito da espada entalada na pedra), entre outros mitos:
"There are many myths and legends associated with the Tor - it is the home of Gwyn ap Nudd, the Lord of the Underworld, and a place where the fairy folk live."

Mais ainda, há todo um conjunto de experiências atribuídas ao lugar, como pessoas que tiveram visões, que sentiram como se estivessem a voar... Provavelmente fumaram umas coisas estranhas depois do festival e depois dizem que viram Deus... yeah yeah... of course!
Independentemente de tudo isto,
de facto aquela personagem (não tenho outro nome para lhe dar) fez-me sentir de forma estranha. Mexe comigo. Ainda o faz.
Talvez a verdadeira magia do lugar sejam as pessoas que lá vão... I
wonder!

13/10/2005

Senhora de vermelho num mundo de verdes














Não a conheço. Nunca lhe vi a cara. Não sei quem é.
Mas por ela sinto algo que não sei explicar. Podia dizer que estou apaixonado, mas não deve ser isso. Como posso estar apaixonado por alguém que nunca vi a cara?...
Não me sai da memória. Aquela figura distinta olhando o mundo a seus pés.
Talvez saiba porque ela me faz sentir assim. Porque me sinto como ela...
Um vermelho num mundo verde. Uma aparente solidão, mas rodeada de vida. Um pequeno ser que sobressai pela diferença.
Não será esse o nosso objectivo na vida? Ser parte do ambiente que nos rodeia mas ter a nossa própria cor?
Não lamento não ter falado contigo. A tua imagem ficará para sempre, pois ela é mais que a imagem. É um conceito abstracto com um significado só meu.
Não te conheço, não me conheces... mas não deixo de pensar em ti, senhora de vermelho num mundo de verdes.


Glastonbury, 09/10/2005

10/10/2005

Pensado em ti Portugal do meu coração... (ou quão piroso pode ser um título)

Parece que não vou poder candidatar-me a presidência nos próximos 10 anos... estou fora do país e não pude votar nas autarquicas.
Estava tão convicto de que ia ser presidente antes dos 40...
Bom... tenho os 40 anos seguintes. Posso sempre seguir o exemplo do Dr. Mário Soares e candidatar-me por volta dos 80.
E o Carmona lá ganhou.
Só uma coisa nunca cheguei a perceber... porque é que os cartazes do Carmona tinham fundo vermelho e alguns não tinham o nome do partido?
E porque é que os cartazes do Carrilho tinham fundo rosa? Ah... claro! É a cor do PS...
E eu a queixar-me do tempo cinzento por aqui e vocês com uma tempestade tropical a porta...

06/10/2005

O meu poema simples III

Acho que pusi aqui, mas já me esqueci.
Já procuri ali, mas não encontri. Até pareci que dormi.
É melhor acordar... e parar de estupidificar, sonhar, imaginar!
Toca mas é a trabalhar e deixar de divagar. Começar a pensar na realida... di?

30/09/2005

My name is e-ru-e

Tenho um nome... todos temos.
Ouço um som familiar e volto a cabeça procurando o seu emissor. “Devem estar a falar comigo.”, penso eu.
Esse som já se tornou familiar, não o esqueci. Mas por alguma razão obscura, irracional ou sentimental, associada à minha figura, dou-lhe agora mais valor.
Deixei de ouvir esse som como antes... deve ser por isso que lhe dou valor.
Esse R que vem da garganta, esse U dos labios e esse I emitido algures entre ambos.
O R da garganta aqui não existe, no lugar dele vem primeiro um E. O I foi substituído por algo mais perceptível para eles… Eles.
Eles dizem: e-ru-e.
Eu também. Fui levado a isso. Perdi a batalha… mas não a guerra.
Alguém me sugeriu mudar de nome… até quem me concebeu e me acolheu no seu interior por alguns meses.
De facto, podia mudar o meu nome, mas isso mudaria a minha identidade. Tornaria-me outra pessoa, outro ser, ainda que com caracteristicas semelhantes. Não seria familiar, neste lugar em que o que é familiar me ajuda a passar as horas e relaxar.
Não! Esta é a minha guerra pessoal... o que sou, o que continuarei a ser. Mudar para o segundo nome seria tarefa fácil, mas não vivo de facilidades. Gosto do que é complicado, difícil, embrulhado.

E vou permanecer assim… neste estado continuado de nome alterado... mas não substituído!


Outras divagaçoes acerca do nome:
At the Drive In - Give it a name
Manic Street Preachers - What's my name
The Coral - I forgot my name
Depeche Mode - What's your name
The Beatles - I call your name
The Fall - A lot in the name
Talking Heads - (give me back my) name
Pedro The Lion - To protect my family name
The White Stripes - When I hear my name
Elliott Smith -
No name #1
Zeca Afonso - Chamaram-me cigano (porque não?)
Humanos - Maria Albertina

E... obviamente: Eminem - My name is (foi mais forte que eu...)

27/09/2005

Debaixo de um telhado de chumbo

Vivo debaixo de um telhado de chumbo.
Dia, noite... ele é cinzento.
É esta cidade, este país, as pessoas... são assim.
Por vezes chove, por vezes não.

Antes fosse eu a decidir, mas não sou!
E este telhado de chumbo, que raramente me deixa ver o sol?!
Antes telhados de vidro lusos, solarengos!

Claro que também são cinzentos por vezes...
Com chuva que pesa sobre nós, de tão forte que é.
Mas pelo menos o sol diz-nos um olá tímido no Inverno e da um valente abraço envolvente no Verão.
Sei que tenho de continuar debaixo deste telhado.

Tenho... mas não é esforço, é voluntário.
Até porque tenho um abrigo que em tão pouco tempo já se tornou uma casa... uma "primeira" casa, que me protege deste telhado... deste chumbo que envenena a alegria.

Mas não a mim, que do abrigo fiz antídoto, panaceia.
Quem sabe um dia surja uma janela neste telhado e também aqui o sol perca a timidez.

E talvez aí me aqueça, quem sabe me abrace.
Fico à espera.
Ouviu sr. sol?

21/09/2005

Falando em tudo que complexamente na cabeça vai

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Sobre o blog e aquilo que escrevo:

Não pretendo mostrar-me como poeta, interessante ou culto... isso seria um insulto.
Mostro apenas pedaços de mim, sem desses pedaços querer fazer um acontecimento. Nem tento!
Considero-me um organizador de ideias e emoções, em momentos.
Um arquivador e divulga
dor de palavras com diferentes entendimentos, significados... por vezes mal amados quando analisados.
Um bibliotecário, guardador de diários pessoais sob a forma sentida, honesta e compartida.
Um tradutor da insanidade do dia e às vezes da demasiada calma da noite, que se escapa sob esta forma sã e adaptada... mas também por vezes alterada.

Um guardador de pensamentos e sonhos, da imaginação e do que é criativo, que permito a olhares curiosos ver um pouquito... pois nisto sou egoísta. Muitas vezes guardo apenas para mim e para os meus botões, quando os tenho para algo partilhar.
Acima de tudo, gosto de falar naquilo que complexamente na cabeça vai e que por vezes grita insuportavelmente para sair.
E sai...

20/09/2005

Olhares sobre mim

Como me vejo:

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Como me veêm:
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Parece consistente... mas o que sou realmente?
Transparente!


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1ª imagem: South Park studio (gracias Rog)
2ª e 3ª imagens by Ubik (gracias!!!) :o)
4ª imagem: algures na net

19/09/2005

A minha alma matemática

O que um dia foi para mim, ainda o é.
Nada se alterou, transformou, mudou.
Tudo permanece uma constante.
O que sentia, continuo a sentir.
Como via, continuo a ver.
Apenas voltei a juntar os pedaços de mim que tinham sido divididos, subtraídos... e agora unidos.
Permaneço a constante desta equação complicada.
O inalterado no alterável, a permanência na inconstância... a consistência.
Continuo a ter um coração para dar, sem esperar um receber.
Já tive um, mas perdeu-se em alterações, modificações, transformações.
Quem sabe do caos surja a ordem, a constante que falta... e o resultado da equação seja finalmente um sucesso.
Não será preciso fazer cálculos.
Basta esperar a evolução desta ciência complicada.
Quem sabe fazer uma pausa?
Quem sabe depois da pausa, olhando de outra forma, as respostas estejam lá... e a equação se torne completa.
A minha alma matemática espera-o.

Mais matemáticas complicadas em:

Radiohead - 2+2=5
dEUS - Little Arithmetics
Soul Coughing - 4 out of 5
Cake - Friend is a four letter word
Aimee Mann - One
Ornatos Violeta - Um beijo=1000
Elis Regina - Dois pra lá, dois pra cá

16/09/2005

Os outros amigos de Gaspar

Algo antigo, mas bem a propósito deste blog.
Convém trazer alguma sanidade mental, que anda desaparecida por aqui nos últimos tempos... eh eh


Sérgio Godinho - Os Amigos do Gaspar


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14/09/2005

O meu poema simples II

La, la, la, aqui chegueisteis. La, la, la. dai partisteis.
La, la, la, para ai voltareisteis... e de novo me texteis.

Hmmm... acho que se continuar a tentar consigo fazer coisas mais parvas ainda. Prometo!!!

13/09/2005

11/09/2005

Pedaços urbanos de mim

Estou a funcionar em modo nostálgico.
Estou aqui, mas já não estou... volto a dizer.
Sei que o que sou, vai-se transformar, mudar, alterar.
Se de uma auto-biografia se tratasse, acabaria aqui o volume um.
Ma se a fizesse, não a escreveria, porque a escrita altera as emoções que um dia foram exprimidas e não lhes fazem juz.
Mais sentido faria uma imagem, duas imagens, três imagens ou outras mil.
Mil palavras vezes uma, vezes duas, vezes três, vezes mil.
Nestas imagens seria o que sou: o meu olhar. Como me sinto e senti sempre.
Nelas estaria a história de uma vida curta, escrita em linguagem de rugas.
Seriam acompanhadas da banda sonora da minha vida, em constante audição. Diferentes músicas, para diferentes estados de alma.
Pano de fundo... a cidade. Escura mas luminosa. Por vezes fria, outras quente. Mas sempre uma cidade.
Pedaços urbanos de mim... que fazem a minha história assim!



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Volume 2 em So Cosmopolitan of Me

Pedaços de mim... continuam por aqui!

08/09/2005

Vinde para baixo senhoras torres, qual cavalo de Tróia em Tróia!

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Torres do antigo complexo turístico da Torralta vieram abaixo

Vinde para baixo senhoras torres, nós vos rogamos.

Vinde pois precisamos dos votos contidos na vossa estrutura implodida.

Fazei uma festa, convidai os altos dignatários dos vossos pedaços de terreno e os dos pedaços maiores e glorifiquemos este momento.
Parai o país para ver a exaltação dos monarcas, pois este momento é de celebração.
Bradai! Bradai povo aos céus em agradecimento, pois a nós devem estar agradecidos... a nós que acreditamos habitar esses céus.

Vinde para baixo senhoras torres, pois aqui vos esperamos... para mandar pó para os olhos de quem vos olha.
Vinde para baixo senhoras torres, pois queremos construir as vossas irmãs e destruir a natureza que vos rodeia.
Qual cavalo de Tróia em Tróia, a vossa queda será bem-vinda. E os soldados da construção começarão a sair e a transformar para mau, aquilo que de bom existia. Aí teremos a nossa vitória e já ninguém nos pode parar. Aí teremos a nossa recompensa de poder e luxúria.

E assim elas caíram...

07/09/2005

Estou aqui, mas não estou (I am not here... this isn't happening)

Estou aqui, mas não estou.
Olho para os prédios e vejo outra cidade através deles. E o mar ali à minha espera.
Olho para as pessoas como se estivesse a ver memórias recentes.
Sinto-me a viver um presente que demora em tornar-se
passado.
Estou aqui, mas não estou...
Este já não é o meu abrigo, o meu tempo, o meu espaço.
Já viajei, estando aqui.
Já cheguei, onde ainda não estou.
Estou aqui, mas não estou...
Caminho por ruas que um dia fiz minhas, mas o que vejo são as outras.
Acordo lá, nos meus lençois aqui.
E a espera? Que interminável ela se tornou...
Estou aqui, mas não estou...
Quando estiver lá, acordarei aqui.
E pensarei aqui. E viverei aqui.
E serei eu outra vez... aqui.
Estou aqui, mas há muito que deixei este lugar.

Estou aqui... mas já não estou... Fui.
Voltarei no tempo de um albúm!

To be continued in:
How to Disappear Completly, by Radiohead

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06/09/2005

In love with an album I: Sigur Rós - Takk

Ele faz-me sentir bem. Com ele experimento emoções, contradições de sentimentos, momentos... eu chamaria de alentos.

Não preciso dormir... só voar, cantar, dançar... sem pensar. Subo cada vez mais alto. Um acorde, dois acordes. Uma melodia e estou no céu. Não sabia que era assim tão simples.

Não preciso de avião, de nada artificial. Vôo sem asas, mais alto, mais alto, mais alto... estão a ouvir-me? Estou a gritar aqui do alto!!! Olááá. Mais alto. Uma nuvem, outra nuvem. Quero aquela estrela para mim. Vou esticar a mão, porque sinto que posso alcançá-la. Passei por ela. Disse-lhe olá. Quero um planeta. Aquele ali, mais à frente, rodeado por 2 sóis e uma estrela anã azul. Guardo-a para mim. Brinco com ela. Vejo o fim do universo. Está já ali... tão perto. É feito de seda negra, macia, perfeita, pura. Passo o fim e vejo-me no início.

Volto para trás, despindo a seda. Deixo a anã azul perto das irmãs douradas e digo adeus ao planeta. Adeus estrela, adeus nuvem... estou a chegar. Ouço o meu olá enquanto desço. Mais baixo, mais baixo, mais baixo. A melodia está cada vez mais baixa e sinto-me a adormecer. Começo a sentir calma, paz... relaxo. Volto para ele, no mesmo sítio onde estava quando o deixei.

Estava aqui... no meu computador... a rodar para mim. Nunca pensei ser possível... mas apaixonei-me por este álbum.

Vou agora dormir. Amanhã vou deixá-lo tocar e viajarei de novo. Esquecerei tudo o resto e por momentos, por breves momentos... estarei em paz.

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Sigur Rós - Takk - À venda no dia 12 de Setembro!

Não deixa de ganhar um significado especial um álbum que me faz viajar... e que sai no dia da minha primeira viagem de afastamento temporário deste país...
E que me faz lembrar que não poderei ver o concerto em Lisboa...

E que me faz lembrar uma pessoa muito especial para mim... e que adoro.

E como na viagem de sonho... também voltarei um dia e ouvirei o CD por cá.

Vou e volto... no tempo de um albúm!

05/09/2005

Dúvidas existenciais II: Qual o significado do coito nos jogos infantis?

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Tenho uma dúvida existencial...
Como qualquer criança, em pequeno jogava muitos jogos infantis nos tempos de lazer. Às escondidas, à apanhada, ao macaquinho-do-chinês, à macaca (sim... um bocado abichanado este), à cabra cega, ao bate-pé (pois...), etc etc.
Na altura tudo me parecia simples, ingénuo, sem malícia. Mas agora que cresci, pergunto-me: porque em alguns jogos havia um COITO?

COITO
: do Lat. coitu; s. m., cópula carnal (In Dicionário de Língua Portuguesa Online)

Ok... não será isto algum tipo de Educação Sexual não declarada?
Por exemplo, quando jogava às escondidas, fazia tudo para chegar ao coito, pois esse era o objectivo do jogo. Mas tinha de o fazer sem ser apanhado, pois só assim teria a glória de alcançar o objectivo desejado. Se não alcançasse o objectivo, seria uma espécie de coitu interruptus.
Tradução:
- Se te portares bem e não fores apanhado, tudo estará bem e podes alcançar o tão desejado prazer.
- Se fores apanhado... temos pena! Não só não retiras prazer, como serás punido com algum tipo de castigo.

Mas o que andamos nós a ensinar às crianças?! Nada de grave creio eu!
Obrigá-las a trabalhar de sol a sol, cozendo ténis de marca na Ásia, para nós os podermos comprar a baixos preços ou obrigá-las a trabalhar no nosso país em obras públicas, por não querermos pagar mão-de-obra mais cara... é MUITO PIOR.

Mas continuo sem perceber porque existe este coito...?!

02/09/2005

Minha amiga barata

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Vivo com uma barata. É a minha companheira mais fiel. Para onde quer que eu vá, sei que quando volto ela estará lá para me receber de asas abertas...

Ainda temos alguma dificuldade na interacção, é verdade... Ela foge de mim quando me vê. Não percebo porquê, já que não tenho qualquer tipo de fúria sapatal para com ela...

Quero torná-la minha amiga!

Podia preparar-lhe um suculento repasto de bolas de cotão (o que não falta por aqui), mas receio que viessem outras roubar-lhe isso...

Não é a primeira barata com que eu tenho uma relação e ela de algum modo deve saber isso. Existiu uma antes na minha vida, mais velha, madura... mas as coisas não correram bem. Dois egos demasiado grandes para a mesma casa. Ambos nos achávamos donos e senhores do mesmo espaço. Mas eu varri-a literalmente da minha existência. A última vez que a vi, desapareceu por debaixo da porta do prédio... rumo a ruas nunca dantes palmilhadas. Quem sabe outra pessoa a acolha.

Mas isso faz parte do passado. Esta barata é jovem, insegura e não sabe para onde vai. Tem os cantos escuros e buracos como amigos. Cabe a mim mostrar-lhe que não há que ter medo.Não lhe farei mal.

E mesmo não a vendo, sei que ela está aqui, ao pé de mim. Faz-me companhia.

Agora, se fosse uma MELGA...

01/09/2005

A alma em estados

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Sou perseguido pela depressão. Ela está obcecada por mim. Quer tornar-me sua. Mas eu não quero.

Estou casado com o stresse e sou irmão da ansiedade. A minha amiga fobia faz-me ter medo dela. E fico neuroticamente histérico só de pensar nela.

O meu corpo contorce-se no escuro, temendo a sua visita. Dói-me a barriga, com o arranhar das entranhas, em ebulição com a expectativa. Os suores frios dizem olá às insónias, que dormem sobre os olhos vermelhos vendo os segundos transmutados em minutos, em horas de impaciência.

Não tenho visto o pânico ultimamente, mas estou obsessivamente preocupado com o isolamento auto-imposto pelos estados maníacos de hiper-actividade. Poderá tornar-se imposto por outros, se o cansaço lhes chegar a atingir e a paciência lhes fugir.

Gostava de ser autista e viver no meu mundo, mas havendo outros autistas neste mundo, ele deixa de ser meu e nós de ser autistas.

Procuro ter vários pensamentos para evitar um pensamento recorrente, mas aí fico exausto, pois a memória de um pensamento já se tornou mais forte que os que com ele competem. Vitória de um pensamento, perdida por mim.

Fadiga, apatia, desânimo, mal-estar... parasitas que acompanham a depressão e se alimentam com ela. Querem levar-me o meu irmão mais novo: o optimismo.
Aquisição mais recente da família, mas também o mais fraco, imaturo e sensível. Tenho de lhe dar constantemente comida, pois não o sabe fazer sozinho.
Um dia será forte e se tornará polícia. Guardador de pensamentos. Zelará por mim.
Prenderá a depressão na masmorra mais funda e inacessível da minha memória.
Ocasionalmente poderá ser visitada pela amiga solidão. Mas apenas para lembrar que por ela existir, a alegria pode nascer, crescer e quem sabe um dia perseguir-me. Ficar por mim obcecada e eu tornar-me parte de si.

29/08/2005

Mas que raio de enchumaço era aquele?- Lisbon Soundz









Franz Ferdinand:
Junte-se 1) um guitarrista que provavelmente disse "um dia quando for grande quero ser um beatle e vestir roupas justas, versão queer anos 60", 2) um baixista versão estátua loura com pose de deus grego e a armar para o beto que toda a gente gozava na escola, 3) um baterista esquizofrénico cujos surtos se manifestam por batidas impacientes, sem conseguir estar mais de 5 segundos parado e finalmente 4) um Elvis versão esquelética, Ego-brit de veia narcísica e pseudo-Casanova... e tem-se a receita de um concerto de sucesso!

Tempo ainda para uma musica "never never never played before".
Faltou o "This fire" para pegar fogo a Lisboa (das poucas áreas do país que não arderam ainda...).
Apesar de tudo, conseguiram que uns resistentes gritassem por eles, mesmo depois de começar a música do "vai-te embora que o concerto já acabou e a gente quer arrumar esta treta".
Uma pergunta ficou por responder... Mas
que raio de enchumaço era aquele nas calças do vocalista? Contente por nos ver?... Ficará para a próxima a resposta. Nós também ficámos contentes de os ver.

Mogwai:
Um concerto quase-muito bom. Não animou os que esperavam pela electricidade dos Franz, mas de certeza preencheu muitas das medidas de quem ia lá para os ver também. A noite ajudou à magia e não foi preciso nenhum Harry Potter para isso (apesar da banda vir de terras de sua majestade também).
Estes senhores sabem mexer com sentimentos. Do calmo relaxante para o segundo seguinte de explosão de raiva. Catártico diriam alguns.
Até os compatriotas de saias (entenda-se escocesas) Franz Ferdinand os elogiaram. Boa!

Jimmy Chamberlain Complex:
Não, não é nenhum problema psicológico que
tenha, fez questão de frisar o senhor. É apenas um convite a se albergarem um tempo neste "complexo" e partilharem com eles da alegria de fazer música.
Sim, sim... já sabemos que gostam muito de Portugal e Lisboa é uma cidade maravilhosa. Já estamos fartos de ouvir isso. Até o Lenny Kravitz queria vir viver para cá e ter uma portuguesa que cuidasse dele (partilhado no SBSR do ano passado). O que a droga faz às pessoas...

Bunny Ranch:

Cheguei tarde, mas já sabia o que a casa gasta! Baterista com bicho carpinteiro que não sabe estar quieto, mas que em conjunto com a banda consegue transmitir esse bicho ao público. Há quem goste de mais do mesmo durante várias músicas... há quem vá buscar uma cerveja.
São portugueses e isso valoriza-os. Conseguiram
entrar num "festival de estranjas". Valeu!

28/08/2005

dEUS

Para terminar a trilogia de posts de reflexão "religiosa"... aqui fica uma sugestão de um novo álbum que pode ser ouvido sem fanatismos, mas que merece algum tipo de devoção:


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A sair em 12/09/2005

24/08/2005

Frases autobiográficas I - Eu sou um pecador... e tu vais-me tramar, não vais Deus?

Continuando a linha de reflexão religiosa do post anterior... há uma frase dos tempos da antiga rádio XFM/VOXX, que posso considerar quase como um lema de vida.
Umas vezes faz mais sentido, outras menos, mas de uma forma geral aplica-se. Venha ela:

Eu sou um pecador... e tu vais-me tramar, não vais Deus?


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23/08/2005

Um filme muito bom!... mas ao contrário.

A Ilha... Um filme muito bom!... mas ao contrário.

Mau seca seca seca seca seca Mau seca seca seca Mau seca seca seca Mau seca seca Mau seca seca seca Mau Mau seca seca seca Mau Mau seca seca Mau seca Mau seca seca Mau seca seca Mau seca seca seca Mau seca Mau seca Mau seca Mau seca Mau seca seca seca Mau seca Mau seca seca Mau seca seca seca Mau seca seca Mau seca seca Mau seca Mau seca seca seca Mau seca Mau seca seca Mau seca seca seca Mau seca seca seca seca seca Mau seca Mau Mau Mau

Bom... se calhar não é assim tanto...

Uma fala do filme vale a pena ser salientada. Foi qualquer coisa do género (não me lembro das palavras exactas):
- Quem é Deus?
- Bom... Costumas às vezes pedir ou desejar alguma coisa e ter fé de que as coisas se vão realizar?
- Sim.
- Deus é aquele que te ignora.

Ficarei à espera da sequela... A Península! Talvez tenha uma história mais coerente...

21/08/2005

Deleting isn't forgetting

Estava eu a fazer uma pesquisa para um trabalho (relações interpessoais e internet), quando encontrei um artigo sobre o assunto bastante interessante e actual. Vale meeeesmo a pena perder algum tempo a ler.

Zapping Old Flames Into Digital Ash
By ANNA BAHNEY, The New York Times. April 4, 2004

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19/08/2005

Cerro os dentes

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Cerro os dentes.
Em ebulição. Quero explodir. Gritar... mas cerro os dentes. Contenho.
A respiração acelera, o coração acelera, o pensamento abranda. Cerro os dentes.
Sinto que posso esmurrar a parede sem me importar o que acontece, porque da parede não passo. Cerro os punhos, contraio os músculos e cerro os dentes.
Cerro para não abrir, morder, ferir. Cerro e contenho.
Cerro... Não quero cerrar. Estou farto. Quero morder quem me morde e deixar de bem fazer. Quero morder, rasgar, deixar de preocupar. Farto estou de controlar. De ser mordido.

Mas no fim de tudo sempre cerro os dentes. No ultimo momento, segundo ou pedaço de tempo, cerro os dentes. E mais forte pareço... pareço. Mas não sei se sou. Porque continuo a ser mordido.

17/08/2005

Carlinhos, o Machista Gay

É possível haver um machista gay?
E se vivessemos num mundo em que o assédio e piropos que as mulheres sofrem na rua não existisse e isso acontecesse com os homens?
E o que têm a ver os Pastéis de Nata e o Jel com isto tudo?
Resposta a estas perguntas neste vídeo do programa da TV2, "A Revolta dos Pastéis de Nata".

16/08/2005

Um rolo de papel higiénico preto...

Nick Cave exigiu no seu camarim em Paredes de Coura um rolo de papel higiénico preto...
A Liga Internacional contra a Discriminação e Dominância do Papel Branco na Higiene Pessoal (LIDDPBHP) já se pronunciou favoravelmente quanto a esta decisão, congratulando-o.
A Associação dos Amigos dos Cotonetes Rosa-Choc (AACRC) também já enviou o seu apelo ao cantor e espera resposta para breve.

http://www.paredesdecoura.com/

11/08/2005

Sit Down, Stand Up- Ou os dois estados de alma

Sit down, stand up
Sit down, stand up
By Radiohead.

Uma vezes estou sentado, outras levantado.
Às vezes até voo por cima de todos. Mas nunca me arrasto a seus pés. Das grandezas também não tenho a mania e não vivo de ilusões.
Sentado partilho, converso, apoio e estou próximo. De pé eu abraço, ajudo a levantar e tenho força.
Sentado e levantado é um estado de alma... é como sou.
De joelhos ou em reverência é ilusão.Uma questão de perspectiva, que às vezes dou e outras me dão. Mas sempre ilusão.
Estava sentado... É altura de me pôr de pé, para depois voar e olhar o mundo de cima.
Se voltarei a sentar-me? Claro. Estar sentado não é negativo. É apenas um estado anterior ao levantado e que deve ser alternado.

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09/08/2005

Franz Ferdinand e Sigur Rós em Lisboa

O grupo rock escocês actua pela primeira vez em Lisboa no próximo dia 28, acompanhado pelos conterrâneos Mogwai e os Jimmy Chamberlin Complex. (...) concerto no Lisbon Soundz, um mini-festival que decorrerá na Doca de Algés.
Os bilhetes para o Lisbon Soundz estarão à venda a partir de segunda-feira e custam 25 euros.

Quem também regressa a Lisboa, mas em Novembro, são os islandeses Sigur Rós, dois anos depois de dois concertos esgotados nos coliseus.
20 de Novembro, apenas no Coliseu de Lisboa. Os bilhetes já estão à venda e custam 25 euros.

Mais informações: Portugal Diário- IOL

07/08/2005

Dúvidas existenciais I - O caso da abelha Maia

Tenho uma dúvida existencial...
Sempre ouvi dizer que o Calimero foi ao cú à abelha Maia.
Mas sendo ela uma abelha, então terá um ferrão nesse local, o que anatomicamente torna complicado o acto sexual, criando dores indescritíveis ao Calimero.
Talvez fosse mais correcto dizer que foi ele que foi "espetado" pela abelha Maia, o que não equivale a dizer que esta lhe foi ao cú, porque o cú encontra-se atrás e não à frente (até que a ciência diga o contrário).
E sendo o Calimero um pinto, não teria ainda os orgãos sexuais desenvolvidos, o que impediria uma rigidez suficiente para lhe ir ao cú... Seria até uma espécie de pedofilia reversa, se acontecesse.
Realmente não entendo como será isso possível. Bom, mais umas noites de insónia a tentar perceber isto...

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03/08/2005

Estou...

Estou. Vou estando diriam alguns.

Já estive e voltei a estar. E voltarei.

Estou assim... assim-assim. Assim estou.

Não queria... mas estou.

Quanto tempo estarei assim? Umas semanas ou algo assim? Uns dias farto de mim?

Não queria estar... mas estou.

Estou. Vou estando... Assim.

Assim estou.

27/07/2005

Franz Ferdinand 1, Freeport 0

Franz Ferdinand a 28 de Agosto em Lisboa, em sítio a divulgar!
E eu que até já estava a pensar ir comprar roupa nova à Mango do Freeport para os poder ver... Bom... parece que terei de comprar o fio dental noutro lado.

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26/07/2005

O verdadeiro significado dos cabeças de cartaz

Não sei porquê, sempre que ouço falar em cabeças de cartaz em concertos, imagino isso literalmente. Em vez da cabeça, alguém com um cartaz...
Provavelmente seria um motivo de maior entretenimento andarem pelo meio das pessoas a fazer coisas engraçadas, do que a tocar num palco principal.
Por momentos estou a lembrar-me de uma banda em particular que podia cumprir esse propósito, num festival a sudoeste...

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Autoria do desenho: Ubik

20/07/2005

Tenho uma melga no quarto

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Tenho uma melga no quarto.
Tive de sair. Ela tornou-se dona e senhora dele.
Causa-me insónias e irritação.
Saiiiiiiii daquiiiiiiiiiiii... em linguagem de melga.
Que fiz para merecer isto? As janelas estavam abertas para a receber. Não tenho spray insecticida ou qualquer tipo de fúria esmagadora para com ela. Até do meu sangue lhe ofereci... involuntariamente.
Amanhã sei que acordarei com sono. Talvez picado. Todo o dia me lembrarei dela. Por ter sono e querer trabalhar. Por querer descansar e ter de coçar.
Como pode uma coisa tão pequena ter tanto poder sobre nós?
Talvez devesse ser melga... mais ainda.
Pelo menos assim podia voar.

Nunca ouves o que digo








Tu nunca ouves o que digo... É o que ouço!
Pode ser o vento que leva as palavras para longe do meu ouvido.
Pode ser o barulho que me rodeia e que me impede de ouvir.
Pode ser alguém que me distrai por segundos.
Pode ser um efeito do tempo, senilidade ou embotamento.
Pode ser defeito auditivo, cognitivo ou outro motivo.
Pode ser distração, falta de atenção à acção.
Mas nunca é por não ter interesse, por não querer ouvir ou responder.
Apenas... pode ser...

19/07/2005

Carta ao Sr. Primeiro Ministro

Caro Sr. Primeiro Ministro.
Apraz-me muito ver como o país está diferente.
É uma alegria ver que existe apoio social eficaz, prédios antigos a serem remodelados em todo o lado, novos parques florestais depois de terem sido implantadas árvores nos locais queimados pelos incêndios, ir ao supermercado e ver que não temos de pagar quase um quarto do preço sobre todos os produtos, ver que está a apostar cada vez mais nas energias alternativas e as metas de Quioto já finalmente foram alcançadas com isso. A invasão de produtos espanhóis, chineses e outros países, a fuga das empresas para Leste... Tudo isso parte do passado.
Mas acima de tudo há algo que me faz ficar muito alegre. Ver que é um homem de palavra. E aqueles que diziam que não ia cumprir as suas promessas, hem? Que grandes bandidos. Como estavam enganados!
Espero que continue assim o seu governo e que o senhor tenha a reforma vitalícia que tanto merece. De certeza ficou muito cansado depois de ter resolvido muitos dos problemas dos portugueses.
Um grande bem haja para si e para os seus!
Um abraço de um cidadão que acredita em si... ou talvez não.

Quando for grande quero ser uma petição

A moda das petições está aí para ficar. Ele é o Ballet Gulbenkian, a senhora apedrejada de um país no médio oriente, o menino azul, verde ou amarelo, Canas de Senhorim a concelho ou a árvore Petimunoxulassa Ipetiçum na Patagónia.
Mas não estaremos contra as coisas erradas?

Aqui ficam algumas ideias para petições:

- Contra a retirada dos pratos quando estamos numa mesa no restaurante e ainda não acabámos de comer (uns dos problemas sociais mais graves que existem).
- Contra os cantos dos edifícios que se tornam mijatório público (porque não torná-los redondos? Talvez resolvesse...).
- Contra pseudo-retro-pseudo-fashion- pseudo-intelectuais-pseudo-totalmente arrogantes (um pseudo tratamento de psicoterapia talvez se revelasse interessante).
- Contra mim (ora aí está a melhor petição!).
- Contra aqueles que dizem “Isto está tudo mal. Antigamente é que era bom.” (bom seria se houvesse uma máquina do tempo que os levasse até ao tempo pré-histórico. Quem sabe depois de serem comidos por um T-Rex a sua vida ficasse melhor).
- Contra deitar fora a árvore de Natal depois deste (o Natal não é todos os dias? Porque não podemos ter uma árvore de Natal todo o ano? Alguém me acompanha nesta ideia?).
- Contra DJs que só sabem pôr música étnica/reggae/bad 80s a noite toda (a não ser que a noite toda dure 15min... os tais da fama).
- Contra os que escrevem em blogs inutilidades desinteressantes (hmmm... talvez deva rever esta petição... acho que teria de terminar este blog), em vez de inutilidades interessantes (ou talvez não deva rever... se as inutilidades forem boas).
- Contra os que são sempre do contra (esta sou totalmente a favor!).
- Contra a existência de petições!

www.petitiononline.com

15/07/2005

Primesident Blush

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Bom... após um post mais "pesado", uma lufada de ar fresco!
Aqui fica um video recente do "The daily show with Jon Stewart", em que as estrelas são Blair, Bush e o nosso amado Barroso. Eles até falam de Portugal... ainda que não saibam onde é... (vejam).

http://www.comedycentral.com/sitewide/media_player/play.jhtml?itemId=15789

O melhor é mesmo a conferência de imprensa conjunta de Blair e Bush:
Tony Blair and George Bush finally reveal that they are actually: Primesident Blush.

Discurso preparado? Nãooooooooooo...
Fiquem até ao final e não percam um exemplo da terna relação mãe-bebé... em directo!
:o)

13/07/2005

That stupid man suit

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Donnie Darko: Why do you wear that stupid bunny suit?
Frank: Why are you wearing that stupid man suit?

Porque te vestes de humano, quando humano não és?
Porque fazes que queres, quando não o queres fazer?
Porque queres dar imagem, se só mesmo imagem tens para dar?
Porque dás numa de saber, quando sabemos que assim não és?

Porque sabes como fazer, como mostrar e parecer... E vestir...
Mas o que vestes não condiz contigo, porque de humano nada tens!

Antes vestido de homem bomba, porque aí sabiamos as tuas intenções e fugiamos!
Mas misturaste connosco e destrois-nos mais do que essa bomba destruíria... Porque enganas, vestido como nós e fingindo ser humano...

Onde compráste esse fato? Ele não se devia poder comprar... é merecido. E tu não o mereces... Homem vestido de humano, quando humano não és!

10/07/2005

Humanos no sudoeste; Paredes de Coura destronado

Paredes de Coura parecia ser o melhor cartaz do Verão... foi destronado.
Uma aquisição de peso do Festival Sudoeste permitiu isso: HUMANOS.
Afinal os concertos únicos, cada vez são menos únicos, a pedido das massas. Felizmente!


Quem sabe este Verão em vez de se gritar "Ó Elsa!?", não se ouça um "Ó Maria Albertina!?".


CARTAZ FESTIVAL TMN SUDOESTE
.

Música portuguesa para estrangeiro ouvir

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Recentemente dois turistas do Canadá pediram-me para lhes sugerir bandas/artistas portugeses para eles conhecerem e levarem.
Acabou por ser mais complicado do que eu pensava... mas lá consegui. Estas foram as minhas sugestões:

Cantado em Português:
1- HUMANOS
2- TRÊS TRISTES TIGRES - "Comum"
3- CLÃ - "Rosa Carne"
4- MADREDEUS

Musica mais tradicional:
1- ZECA AFONSO
2- CARLOS PAREDES
3- AMÁLIA RODRIGUES
4- ANTÓNIO VARIAÇÕES
5- SÉRGIO GODINHO
6- Nova geração de fadistas: CAMANÉ e MARIZA.

Cantado em Inglês:
1- BELLE CHASE HOTEL
2- THE GIFT
3- FUNAMI
4- GOMO
5- DAVID FONSECA (ok... admito que tive dúvidas neste)

Não estão necessariamente por ordem de preferência...
Podia ter acrescentado muito muito mais, mas de certeza que não conseguiriam comprar tudo...

Como bom exemplo de intercâmbio cultural, aqui ficam as sugestões deles, muitas já conhecidas no circuito mais alternativo por cá:

STARS; K-OS; APOSTLE OF HUSTLE; A.C. NEWMAN; BROKEN SOCIAL SCENE; PEACHES; FEIST; THE DEARS; THE STILLS; JASON COLLETT; THE CONSTANTINES; YOUNG & SEXY; THE ORGAN; KINNIE STARR; THE NEW PORNAGRAPHERS.

Eu acrescentaria ainda: GODSPEED YOU BLACK EMPEROR; CEX; POLIPHONIC SPREE; THE ARCADE FIRE; HOT HOT HEAT; e o nosso alvo de amor platónico, musicalmente falando: RUFUS WAINWRIGHT.

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07/07/2005

As palavras saem-me sem eu saber muito bem como...

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O ar sobe pela traqueia, transforma-se ao passar nas cordas vocais, ondulando pela língua e passando pelo meio dos dentes. Mesmo sabendo isso, quando fecho a boca, já é tarde.

Dizem que o pensamento cria as palavras... não. Quem as cria é a emoção, irracional e poderosa.
Quando a razão se apercebe... já é tarde. O estrago foi feito.

Antes as palavras tivessem a capacidade de voltar a entrar, de viajar no tempo ou simplesmente serem esquecidas. Mas isso só acontece na terra dos sonhos...

Depois de sair, ela entra no ouvido e depressa chega ao "cérebro ouvinte" do ouvinte... Mas aqui, em oposição, é a zona onde mora a racionalidade. A emoção é traduzida em razão.
A palavra não pensada transforma-se em certeza indignada, magoada, revoltada... e assim sairá vestida a palavra que sai. De razão.

Mas importa lembrar que enquanto a palavra feita de razão vem do ar dos pulmões, a palavra de emoção vem do ar do coração. Um outro tipo de ar, mais volátil, que por vezes provoca explosões depois de sair.

Tenho vindo a aprender a falar pelos pulmões, mas é difícil. Quem sabe uma intervenção cirúrgico-terapêutica o resolva. Não... não é assim tão simples. Terei de aprender como os outros... errando, errando, errando e, finalmente, acertando!

05/07/2005

My own private stalker

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Nunca vos aconteceu ter alguém mais ou menos conhecido que encontram sempre nos lugares mais ou menos inesperados?
Pois bem. Se a resposta é sim... você é um vencedor!!! Tem aquilo que se chama de "o seu stalker privado" ou numa tradução pouco correcta "a sua sombra pessoal".

Eu não tenho só um... tenho dois! Dois private stalkers cultos... ou seja, qualquer que seja o concerto, filme ou festival... aí estão eles.
X&Y... my own private stalkers.

Mas isso só acontece quando Z&M vão juntos a esses locais (M=Me).
Mas não só nesses locais, por que Z vê X fora destes e a M acontece o mesmo com Y, no entanto em menos vezes que na primeira situação...
Deste modo, a probabilidade condicional de Z&M verem X&Y se estiverem num evento cultural é bastante elevada e maior do que a soma das probabilidades de Z ver X e de M ver Y, nos restantes lugares (sendo ambas maiores que zero).
Complicando a situação: P(Z&M/X&Y)>P(Z/X)+P(M/Y)>0

Dizer: "Olá! Mais uma vez nos encontramos." ou "Olha, olha quem está aqui. Faz "tanto" tempo [inserir aqui ironia nas palavras]."... é algo que já se tornou banal e é cada vez menos utilizado. O que antes era uma possibilidade, agora tornou-se certeza.
Quando Z&M dizem: "será que hoje vamos encontrar X&Y?"... Estas são as palavras que os fazem aparecer quase por magia. Ou mesmo: "olha... hoje não os vimos.". Dito e feito... aparecem.


Bom... manifestações pseudo-intelectualóides (e quem sabe matematicamente erradas) à parte... o que interessa é que sei que nestes lugares, a probabilidade de estas 4 "letras" se encontrarem é grande... porque:
Everybody needs their own personal stalker. Achamos que não precisamos deles... mas eles estão lá!

Hmmm... Não sei porquê mas por momentos lembrei-me dos ácaros... whatever!
:O)

03/07/2005

Do we really "need a war"?

“We Need A War”- Fischerspooner
(Fischer/Spooner/Sontag/Harry)

We need a war to show‘em
We need a war to show‘em
that we can
We need a war to show‘em that we can do it
Whenever we say we need a war…

If they mess with us
If we think they might mess with us
If we say they might mess with us
If we think we need a war, we need war

Chorus
We need a war,
If we think we need a war.
We need a war.
If we think we need a war.

A war to make us feel safe,
A war to make‘em feel sorry.
Whoever they are…

If they mess with us
If we think they might mess with us
If we say they might mess with us
If we think we need a war, we need war

Chorus
Can we do it?
Sure we can.
We need a war.
We need a war.
We need a war.

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Hmmm... Será que isto não faz lembrar um certo alguém(ns), de um certo país, que pensa desta certa forma... de certa forma errada!?

Certamente que para uns estará certo e para outros certamente errado. Mas será certo impôr esta certa forma de ser, fazer e estar, para quem certamente não pensa assim?

De certeza que haveria outra forma de estar, fazer e ser... mas aí já não seria esta certa forma, mas sim seria outra forma. E esta outra forma não seria mais ou menos certa, mas pelo menos seria outra... certamente diferente desta.

Outra forma de pensar o ser, fazer e estar, sem impor, mas partilhar. Certamente que esta não é a forma de o fazer, pois outra haverá de ser!
A ver vamos...

Filme americano em cinema mexicano...

(Uma experiência recente...)

Espero na fila com os bilhetes na mão. Claro... não ha lugares marcados. Cheguei tarde!
Aqui fora há de tudo. Até bicha versão cultura Maya (antes Azteca).
Entro na sala depois de passar pelo chão escorregando na coca-cola. Procuro um lugar. Só quero um! Desculpe está ocupado? Perdon... esta ocupado? Si... claro!
Desço e encontro. Pergunto... como é possivel um lugar vazio no centro da sala? Descubro porquê. Meu colega esquerdo era "muslim" como dizem os "gringos". Turbante em versao árabe de Jedi. Pela mente passaram imagens dos números 11/9. Coisa estúpida. Estereótipo em acçao!
Estou sentado. Se explodir, serão 1001 pedaços. Talvez 1002. Tudo bem...
Chega a senhora do cinema. 1, 2, 3... ainda faltam pessoas na contagem. Vamos esperar. Aqui nao começa a horas. Começa quando está toda a gente. E aqui está toda a gente. O filme começa!
Ao fim de uma semana e meia a falar espanhol, o Inglês nunca me pareceu tão bem.
A "força" está comigo! Durmo acordado e aguento a acção. E mais acção e... acabou-se a acção. Intervalo. Há que comprar mais pipocas. "Não começamos enquanto nao esgotarem o stock" passa em mensagens subliminares.

Voltámos. Jedi em versão arabe foi o último. Um turbante na escuridão fica sempre bem, num filme assim. Onde está o seu sabre laser? Fica para mais tarde.
Voltámos a mais do mesmo, até que o mesmo acabou.
Há que sair pela saída de emergência que aqui emergência é sair. E tudo ao mesmo tempo. Sala 1 com sala 2, com sala 3 ou sala 4. Em manada mais fácil de controlar. Que saiam para nao voltar a entrar!

Quente na rua e em todo o lado. É tropical entenda-se. É um calor mais quente.
Volta-se ao lugar de partida (sem receber 20 contos) e há que escolher... dormir com o calor ou com o ruído do frio? Parece que ganhou o calor.
Quem sabe amanha escolha o ruído.
Quem sabe amanha novo filme americano em cinema mexicano!

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We3... WeAnimals... YouHumans

WE3
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A dog named Bandit, a cat named Tinker, and a rabbit named Pirate are ultimate cyborg assassins...

The Incredible Journey meets The Terminator in WE3 — a heartbreaking animal adventure like no other. The eagerly awaited reunion of the white-hot team of Grant Morrison (JLA, New X-Men) and Frank Quitely (THE AUTHORITY, New X-Men), WE3 is their most ambitious collaboration yet — their own unique attempt to create a 'Western manga'.

In this wild adventure, the government has spent millions to fuse the firepower of a battalion with the nervous systems of a dog named Bandit, a cat named Tinker, and a rabbit named Pirate. As part of a program to replace human soldiers with expendable animals, the U.S. government has transformed three ordinary pets into the ultimate killing machines.But now, those three animals have seized the chance to make a last, desperate run for 'Home'. A run that will turn into a breathless hunt to the death against the might of the entire military/industrial complex.
http://www.dccomics.com/features/grant_morrison/intro.html

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Eu: Deus. Tu: Cão, gato, coelho...
Eu: Vivo. Tu: Vives para mim.
Eu: Tenho prazer... Tu: Dás-me prazer. Fazes-me companhia.
Eu: Tenho direitos. Tu: Também... Mas esquece-os. És meu.
Eu: Sou inteligente. Tu: Também... Mas eu falo!
Eu: Sou teu dono. Tu: Não há tu. Não tens identidade. És meu.
Eu: Soberano. Tu: Subordinado.
Eu: Sou humano. Tu: Brinquedo.
Eu: Tenho sentimentos. Tu: Tens aqueles que te dou.
Eu: Faço o que quero. Tu: Fazes o que eu quero. És meu.
Eu: Manipulo-te, modifico-te, experimento em ti. Tu: Não dizes nada...
Eu: Deus. Tu: Cão, gato, coelho...
Eu: Deus. Tu: Cão, gato, coelho... Meu!

Será um dia ao contrário?

Os amigos de ga(z)par

O Professor; Pitágoras, seu afilhado; o guarda Serôdio; Romão; a viúva Felismina, etc., são alguns dos amigos de Gaspar, nesta série infantil que é uma das grandes referências para a geração que tem agora cerca de 20 anos. In RTP, Guia Electrónico de Programação.

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Ok... Estão a ver a série os amigos de gaspar? Pois bem, o nome é a única coisa que este blog tem em comum. Esqueçam tudo o mais! Vemo-nos por aí...

Àqueles do costume... e aos outros também.
Por razões de ciúme, seu nome não direi!