Sempre se fizeram fotocópias de livros, gravações em cassetes audio, VHS, CDs e agora DVDs.
A indústria continua viva e os autores continuam a criar.
Como em tudo há que ser responsável.
Faço downloads sim, porque me permitem conhecer autores/bandas que de outra forma não poderia, já que as rádios perderam essa função.
Aqueles que realmente gosto, compro! Considero-me um pirata responsável.
Gosto de ter um formato fisico das coisas que gosto (nunca poderei substituir os originais e bem conceptualizados albuns dos Radiohead ou Massive Attack entre outros, por uns ficheiros mp3 algures enfiados no meu computador).
Quando somos realmente fãs, respeitamos o artista.
Se calhar há tantos downloads ilegais porque são poucos os artistas bons o suficiente para que ganhem o nosso respeito! É um problema de qualidade, não do formato!
E não me venham dizer que o que é bom são as plataformas legais como o Itunes... as palavras "monopólio do mercado" e "anti-democrático" vêm-me à cabeça. É óbvio que lhes convém que alguns downloads sejam ilegais...
Pronto sapinho! Podes sair da garganta que eu não te vou engolir!
13/04/2006
11/04/2006
Pensamentos caústicos VIII
Democracia = Ter a liberdade de poder tirar a liberdade aos outros.
E assim vai o mundo democrático...
Para mais informações sobre o estado do mundo consultar:
Jamiroquai - Virtual Insanity
E assim vai o mundo democrático...
Para mais informações sobre o estado do mundo consultar:
Jamiroquai - Virtual Insanity
04/04/2006
gazpar diz que é apoiável: Pedro Tochas e o estado da cultura
Ao estado que isto chegou... senhores do estado!
Pensei se haveria de colocar isto aqui ou não. Decidi-me por o fazer!
Sendo eu membro da mailing list do Pedro Tochas, o tal dos anúncios do Frize (que infelizmente é o único trabalho porque é reconhecido) ou para mim um dos ou mesmo O melhor stand-up comediant português (o trabalho pelo qual devia ser verdadeiramente reconhecido) e tendo recebido isto, decidi partilhá-lo.
Melhor demonstração de como está a cultura portuguesa é difícil. E não só a cultura... debato-me com a mesma questão que o Pedro ao nível da minha carreira académica/científica!
Aqui fica o email transcrito na íntegra e o meu apoio.
Estou numa fase muito "interessante" da minha carreira.
Por um lado, ganhei um prémio na Austrália com o espectáculo “O Palhaço Escultor”.
Por outro lado, sinto que em Portugal não tenho público para o meu trabalho.
Agora estou num dilema: qual deverá ser a direcção do meu trabalho?
Criar espectáculos para apresentar fora de Portugal, onde me dão valor,
ou criar espectáculos para o público português e ficar a trabalhar para o boneco?
Para mim não ter público é um problema muito grave.
Como eu não recebo qualquer apoio do estado, o público é que me paga o ordenado
com os bilhetes que compra; nem todos podem criar coisas sem pensar no
eventual público que vão ter, pois é... porque eu não faço cinema português!
Depois de pensar no assunto, chego à conclusão que em Portugal deve haver
umas 3000 pessoas que vão aos meus espectáculos num ano (estou a ser optimista, claro).
1500 em Lisboa
500 no Porto
500 em Coimbra
500 no resto do pais
(todas as estimativas por excesso)
Na Austrália tive mais do que isso num dia e ainda recebi um prémio.
Em Edimburgo tenho 400 a 500 pessoas por espectáculo, com um ou dois
espectáculos por dia, durante três semanas e meia.
Por muito que goste de Portugal, estes dados dão que pensar.
Quando se aproxima uma temporada no Teatro da Trindade, ainda penso mais nisso.
Será que vai aparecer alguém? Vou vender bilhetes que cheguem para pagar a sala???
Caso venda poucos bilhetes, posso concluir uma coisa: O sonho acabou...em Portugal.
Ou então começo a fazer filmes, 1000 espectadores para um filme apoiado pelo
estado em um milhão de euros é o normal.
Mas não, eu gosto de ter público, quero partilhar o meu trabalho com o mundo,
não gosto de fazer coisas só para um pequeno grupo de amigos. Por isso, agora é só esperar para ver qual é a adesão ao meu trabalho.
Desculpa o meu desabafo, mas cada vez que volto a Portugal, depois de passar
tempo fora, acontece isto:
Venho cheio de vontade de fazer coisas, de desenvolver novos projectos,
de partilhar o que aprendi, acima de tudo, regresso cheio de entusiasmo criativo.
Mas basta um dia….ler um jornal…..ver uns minutos de televisão (feita em Portugal)….
Olhar à minha volta e ver:
Um País que é um paraíso para a corrupção e os corruptos, onde o povo os apoia e até os elege para cargos públicos.
Um País onde o sistema jurídico simplesmente não funciona, mas onde o povo gosta de seguir as novelas legais.
Um País onde os chico-espertos são valorizados e os competentes desprezados.
Um País onde nunca ninguém é responsabilizado por aquilo que faz, porque isso é coisa dos outros.
Um País onde a esperança num futuro melhor é coisa do passado.
E todo esse entusiasmo desaparece.
Ainda por cima, quando fora deste país as coisas funcionam.
Mas mesmo assim, vou tentar mais uma vez.
Vou fazer uma nova temporada no Teatro da Trindade.
Será a ultima?
Não sei, mas como a venda de bilhetes está a decorrer, é o mais certo
Vou terminar com o que digo sempre que acabo um espectáculo de rua por esse mundo fora:
"My name is Pedro.
I am from Portugal.
This is what I do for a living,
I am a Street Performer,
and my job is to make people smile."
Haverá em Portugal mercado de trabalho para quem somente quer fazer sorrir?
;)
Pensei se haveria de colocar isto aqui ou não. Decidi-me por o fazer!
Sendo eu membro da mailing list do Pedro Tochas, o tal dos anúncios do Frize (que infelizmente é o único trabalho porque é reconhecido) ou para mim um dos ou mesmo O melhor stand-up comediant português (o trabalho pelo qual devia ser verdadeiramente reconhecido) e tendo recebido isto, decidi partilhá-lo.
Melhor demonstração de como está a cultura portuguesa é difícil. E não só a cultura... debato-me com a mesma questão que o Pedro ao nível da minha carreira académica/científica!
Aqui fica o email transcrito na íntegra e o meu apoio.
Estou numa fase muito "interessante" da minha carreira.Por um lado, ganhei um prémio na Austrália com o espectáculo “O Palhaço Escultor”.
Por outro lado, sinto que em Portugal não tenho público para o meu trabalho.
Agora estou num dilema: qual deverá ser a direcção do meu trabalho?
Criar espectáculos para apresentar fora de Portugal, onde me dão valor,
ou criar espectáculos para o público português e ficar a trabalhar para o boneco?
Para mim não ter público é um problema muito grave.
Como eu não recebo qualquer apoio do estado, o público é que me paga o ordenado
com os bilhetes que compra; nem todos podem criar coisas sem pensar no
eventual público que vão ter, pois é... porque eu não faço cinema português!
Depois de pensar no assunto, chego à conclusão que em Portugal deve haver
umas 3000 pessoas que vão aos meus espectáculos num ano (estou a ser optimista, claro).
1500 em Lisboa
500 no Porto
500 em Coimbra
500 no resto do pais
(todas as estimativas por excesso)
Na Austrália tive mais do que isso num dia e ainda recebi um prémio.
Em Edimburgo tenho 400 a 500 pessoas por espectáculo, com um ou dois
espectáculos por dia, durante três semanas e meia.
Por muito que goste de Portugal, estes dados dão que pensar.
Quando se aproxima uma temporada no Teatro da Trindade, ainda penso mais nisso.
Será que vai aparecer alguém? Vou vender bilhetes que cheguem para pagar a sala???
Caso venda poucos bilhetes, posso concluir uma coisa: O sonho acabou...em Portugal.
Ou então começo a fazer filmes, 1000 espectadores para um filme apoiado pelo
estado em um milhão de euros é o normal.
Mas não, eu gosto de ter público, quero partilhar o meu trabalho com o mundo,
não gosto de fazer coisas só para um pequeno grupo de amigos. Por isso, agora é só esperar para ver qual é a adesão ao meu trabalho.
Desculpa o meu desabafo, mas cada vez que volto a Portugal, depois de passar
tempo fora, acontece isto:
Venho cheio de vontade de fazer coisas, de desenvolver novos projectos,
de partilhar o que aprendi, acima de tudo, regresso cheio de entusiasmo criativo.
Mas basta um dia….ler um jornal…..ver uns minutos de televisão (feita em Portugal)….
Olhar à minha volta e ver:
Um País que é um paraíso para a corrupção e os corruptos, onde o povo os apoia e até os elege para cargos públicos.
Um País onde o sistema jurídico simplesmente não funciona, mas onde o povo gosta de seguir as novelas legais.
Um País onde os chico-espertos são valorizados e os competentes desprezados.
Um País onde nunca ninguém é responsabilizado por aquilo que faz, porque isso é coisa dos outros.
Um País onde a esperança num futuro melhor é coisa do passado.
E todo esse entusiasmo desaparece.
Ainda por cima, quando fora deste país as coisas funcionam.
Mas mesmo assim, vou tentar mais uma vez.
Vou fazer uma nova temporada no Teatro da Trindade.
Será a ultima?
Não sei, mas como a venda de bilhetes está a decorrer, é o mais certo
Vou terminar com o que digo sempre que acabo um espectáculo de rua por esse mundo fora:
"My name is Pedro.
I am from Portugal.
This is what I do for a living,
I am a Street Performer,
and my job is to make people smile."
Haverá em Portugal mercado de trabalho para quem somente quer fazer sorrir?
;)
01/04/2006
Agora que posso voar/Butterfly Caught - Massive Attack
Agora que posso voar, sinto-me aprisionado pelas circunstâncias, pelas inconstâncias da vida.
Já não sou crisálida. Saí do meu casulo e voei.
Mas sonhei a liberdade apenas para perceber que estava preso pela vida, pelo o que ela quer para mim, sem nada perguntar.
“Cuidado com o muro, lembra-te do vento, foge da rede! Podes ser livre e voar, mas... não te aproximes da luz porque ela pode queimar. Não queiras voar alto para não mais voltar. Não queiras ser diferente porque as tuas asas são iguais às de toda a gente. Não voes para longe pois o caminho de volta podes não encontrar.”
Sim, mas agora é tarde! A crisálida tornou-se mariposa e agora só quer voar, voar... veremos onde isto vai dar.
Massive Attack - Butterfly CaughtMassive Attack - The best of Massive Attack
Já à venda!
28/03/2006
Um Waffle que faz sentido
Não, não posso tocar.
Quero resistir, partir, daqui sair!
Estão a chamar por mim... consigo ouvi-los.
"Come-me, ingere-me, degusta-me, mastiga-me, trinca-me, lambe-me, prova-me... perde a cabeça!"
Fazem-me suar, pensar: Que ansiedade, que stresse, que incerteza!
Deixem-me em paz. A minha barriga não vos pode ter. Apenas os olhos vos podem comer.
Calem-se. Já não vos posso ouvir. Parem!
Muito bem... só desta vez. Mas tenho medo que se siga uma e outra vez, perdendo gradualmente a lucidez.
Venceram! Terei de vos comer, pois só assim se calarão.
Mas da próxima, da próxima... será diferente! Serei valente! Ah!
(E assim me engano, pensando que resistirei da próxima vez...)

Adoro Bruxelas...
Quero resistir, partir, daqui sair!
Estão a chamar por mim... consigo ouvi-los.
"Come-me, ingere-me, degusta-me, mastiga-me, trinca-me, lambe-me, prova-me... perde a cabeça!"
Fazem-me suar, pensar: Que ansiedade, que stresse, que incerteza!
Deixem-me em paz. A minha barriga não vos pode ter. Apenas os olhos vos podem comer.
Calem-se. Já não vos posso ouvir. Parem!
Muito bem... só desta vez. Mas tenho medo que se siga uma e outra vez, perdendo gradualmente a lucidez.
Venceram! Terei de vos comer, pois só assim se calarão.
Mas da próxima, da próxima... será diferente! Serei valente! Ah!
(E assim me engano, pensando que resistirei da próxima vez...)

Adoro Bruxelas...
24/03/2006
gaZpar diz que é ouvível: Stephen Lynch
É ouvível sim senhor.... o senhor.
Stephen Lynch.
Define-se como "comedic singer songwriter".
Se Elliot Smith, Nick Drake, Devendra Banhart, Jeff Buckley ou outros cantautores se tornassem comediantes, de certo se chamariam Stephen Lynch.
Poeta de coisas simples, cantor do quotidiano, trovador do dia-a-dia, ele consegue transformar aspectos (alguns menos bons) com que nos confrontamos todos os dias nas nossas vidas ou na vida de outros e transforma-os em canções.
Um poeta pode escrever com uma guitarra. Um poeta pode ser um comediante. Um comediante pode cantar e tocar guitarra. E tudo isso faz sentido.
Vale a pena perder algum tempo a ouvi-lo. Algum dia será famoso. Tem talento pois então!
Imprescindível ouvir:
When grandfather dies
Também a ouvir:
If I were gay
Super hero
Best friends song
Mais informações na página oficial ou mais músicas aqui.
Stephen Lynch.
Define-se como "comedic singer songwriter".
Se Elliot Smith, Nick Drake, Devendra Banhart, Jeff Buckley ou outros cantautores se tornassem comediantes, de certo se chamariam Stephen Lynch.
Poeta de coisas simples, cantor do quotidiano, trovador do dia-a-dia, ele consegue transformar aspectos (alguns menos bons) com que nos confrontamos todos os dias nas nossas vidas ou na vida de outros e transforma-os em canções.
Um poeta pode escrever com uma guitarra. Um poeta pode ser um comediante. Um comediante pode cantar e tocar guitarra. E tudo isso faz sentido.
Vale a pena perder algum tempo a ouvi-lo. Algum dia será famoso. Tem talento pois então!
Imprescindível ouvir:
When grandfather dies
Também a ouvir:
If I were gay
Super hero
Best friends song
Mais informações na página oficial ou mais músicas aqui.
20/03/2006
Um país que faz sentido
Holanda. Ouve-se muito a frase: "Porquê? Ah... faz sentido".
As crianças da primária aprendem a nadar com a roupa vestida... faz sentido! Com a quantidade de canais fluviais em que o risco de elas cairem é elevado, faz sentido aprenderem a nadar com roupa, pois ela restringe os movimentos.
"Vai por as cervejas lá fora para arrefecerem"... faz sentido! A temperatura exterior nesta altura do ano é inferior à do interior de um frigorífico.
A maquina de lavar está sempre na casa de banho... faz sentido! Quando vamos tomar banho ou lavar-nos, podemos pôr logo na máquina em vez de a guardar em caixas bolorentas.
As coffee shops vendem drogas leves, mas não alcoól... faz sentido! A mistura de ambos é perigosa e os donos desses lugares habitualmente são muçulmanos, cuja religião não permite o consumo de alcoól.
De certeza haverá mais coisas que fazem sentido porque afinal... é um país que faz sentido!
Outros haverá que...
As crianças da primária aprendem a nadar com a roupa vestida... faz sentido! Com a quantidade de canais fluviais em que o risco de elas cairem é elevado, faz sentido aprenderem a nadar com roupa, pois ela restringe os movimentos.
"Vai por as cervejas lá fora para arrefecerem"... faz sentido! A temperatura exterior nesta altura do ano é inferior à do interior de um frigorífico.
A maquina de lavar está sempre na casa de banho... faz sentido! Quando vamos tomar banho ou lavar-nos, podemos pôr logo na máquina em vez de a guardar em caixas bolorentas.
As coffee shops vendem drogas leves, mas não alcoól... faz sentido! A mistura de ambos é perigosa e os donos desses lugares habitualmente são muçulmanos, cuja religião não permite o consumo de alcoól.
De certeza haverá mais coisas que fazem sentido porque afinal... é um país que faz sentido!
Outros haverá que...
18/03/2006
Pensamentos causticos VII
Uma pessoa percebe que esta drogada quando olha durante bastante tempo para um passaro preto de madeira a espera que ele se mexa...
08/03/2006
My name is Ruiqiang Wang
My name is e-ru-e
No... not anymore. My name is Ruiqiang Wang!
Alertado para o insólito facto por um amigo, fiz uma pesquisa do meu nome na base de dados de emails da faculdade onde estou aqui no Reino Unido.
Para minha surpresa, o nome "Rui" parece ser bem comum na China.
Não só não sabem pronunciar o meu nome correctamente aqui, como agora virei chinês e tenho uma veia empresarial (pela quantidade de Ruis que parecem enveredar por esse caminho, aqui demonstrada).
Seja...
Serei Xu, serei Zhang, talvez Li ou Wang. Acrescentarei um hua ou um qiang, quem sabe serei Ruiqiang, filho de Wang.
Descendente de longas dinastias, fazedores de cerâmicas, exploradores terrestres, talvez até comerciantes de especiarias, afrodisíacos ou apenas de patifarias.
As minhas feições mudarão e serei diferente, do oriente.
Pintarei minhas letras, em vez de as escrever. Serei dono da sabedoria milenar.
Mudarei meu nome.
Serei Xu, serei Zhang, talvez Li ou Wang. Acrescentarei um hua ou um qiang...
Isso. Serei Ruiqiang, filho de Wang!
E a minha vida será diferente. O mesmo Rui, mas do oriente!

No... not anymore. My name is Ruiqiang Wang!
Alertado para o insólito facto por um amigo, fiz uma pesquisa do meu nome na base de dados de emails da faculdade onde estou aqui no Reino Unido.
Para minha surpresa, o nome "Rui" parece ser bem comum na China.
Não só não sabem pronunciar o meu nome correctamente aqui, como agora virei chinês e tenho uma veia empresarial (pela quantidade de Ruis que parecem enveredar por esse caminho, aqui demonstrada).
Seja...
Serei Xu, serei Zhang, talvez Li ou Wang. Acrescentarei um hua ou um qiang, quem sabe serei Ruiqiang, filho de Wang.
Descendente de longas dinastias, fazedores de cerâmicas, exploradores terrestres, talvez até comerciantes de especiarias, afrodisíacos ou apenas de patifarias.
As minhas feições mudarão e serei diferente, do oriente.
Pintarei minhas letras, em vez de as escrever. Serei dono da sabedoria milenar.
Mudarei meu nome.
Serei Xu, serei Zhang, talvez Li ou Wang. Acrescentarei um hua ou um qiang...
Isso. Serei Ruiqiang, filho de Wang!
E a minha vida será diferente. O mesmo Rui, mas do oriente!

03/03/2006
Anúncio de jornal III - livre-se de pessoas indesejáveis
Algumas pessoas há que não devia haver. Mas há!
Que fazer? Fazê-las desaparecer mas sem ninguém saber!
É essa opção que é dada neste anúncio de jornal.
E a vizinhança até ajuda!

TPC: Fazer uma lista.
Nota mental: lembrar que o barracão é pequeno...
Outros métodos de desaparecimento em:
How to disappear completely - Radiohead
I disappear - The Faint
Que fazer? Fazê-las desaparecer mas sem ninguém saber!
É essa opção que é dada neste anúncio de jornal.
E a vizinhança até ajuda!

TPC: Fazer uma lista.
Nota mental: lembrar que o barracão é pequeno...
Outros métodos de desaparecimento em:
How to disappear completely - Radiohead
I disappear - The Faint
27/02/2006
gaZpar diz que é ouvível: Morningwood
É "ouvível". Uma não palavra para descrever as minhas sugestões de álbuns/músicas/artistas.
Não pretendo impor nada, apenas partilhar o meu gosto. Aqui vão os primeiros.
Álbuns
Morningwood - Morningwood
Altamente ouvível, viciante e recomendável.
Misturem a música das Veruca Salt, The Breeders, Le Tigre, Luscious Jackson e umas quantas bandas em que o sexo feminino é dominante na voz e/ou no que respeita aos membros (e porque não as L7 também?!), vistam-nas de heavy metal, punk rock e "atitude" e nascem os Morningwood.
De facto sexualidade é o que mais transparece nas suas músicas e "Sexy music for sexy people" é o seu lema. Se os Electric Six tivessem uma contraparte feminina, de certo chamar-se-iam Morningwood.
Como se descrevem a eles próprios? "A monster truck having sex with a Bond girl".
Constituídos entre outros por Chantal Claret (voz) e Pedro Yanowitz (baixo, Ex-Wallflowers e Money Mark), parecem trazer uma nova e refrescante rock star feminina. Mas claro, sem tirar o brilho à nossa Karen O. (Yeah yeah yeahs).
Mais músicas da banda aqui.
Mais músicas novas e ouvíveis que por aí pululam:
Crosstide - Angeles
Test Icicles - Circle Square Triangle
Massive Attack - Live with me
Não pretendo impor nada, apenas partilhar o meu gosto. Aqui vão os primeiros.
Álbuns
Morningwood - Morningwood
Altamente ouvível, viciante e recomendável.
Misturem a música das Veruca Salt, The Breeders, Le Tigre, Luscious Jackson e umas quantas bandas em que o sexo feminino é dominante na voz e/ou no que respeita aos membros (e porque não as L7 também?!), vistam-nas de heavy metal, punk rock e "atitude" e nascem os Morningwood.
De facto sexualidade é o que mais transparece nas suas músicas e "Sexy music for sexy people" é o seu lema. Se os Electric Six tivessem uma contraparte feminina, de certo chamar-se-iam Morningwood.
Como se descrevem a eles próprios? "A monster truck having sex with a Bond girl".
Constituídos entre outros por Chantal Claret (voz) e Pedro Yanowitz (baixo, Ex-Wallflowers e Money Mark), parecem trazer uma nova e refrescante rock star feminina. Mas claro, sem tirar o brilho à nossa Karen O. (Yeah yeah yeahs).
Mais músicas da banda aqui.
Mais músicas novas e ouvíveis que por aí pululam:
Crosstide - Angeles
Test Icicles - Circle Square Triangle
Massive Attack - Live with me
24/02/2006
Anúncio de jornal II: Procura-se ser encantado
Tenho 5 metros, nasci no planeta Z-32 e tenho olhos vermelhos.
Gosto de seres com 4 olhos, 3 chifres e 2 narizes.
Tenho alguma dificuldade em falar de mim, por causa das minhas 33 personalidades.
Dá muito trabalho falar de cada uma delas.
Quando crescer quero ser... louco!
Gostava de conhecer um ser encantado, mas não em forma de príncipe aldrabado. Talvez sapo encantado?!
Todos os seres serão bem recebidos, desde que transparentes.
Um brilho interior será imprescindível e calor humano desejável.
Deverá ter simplicidade mental, sem ser simplório.
E não deverá complicar, pois isso em nada é meritório!
Se por ventura quiser conhecer-me, contacte-me por telepatia.
Se não responder, é porque estou ocupado a sonhar...
Gosto de seres com 4 olhos, 3 chifres e 2 narizes.
Tenho alguma dificuldade em falar de mim, por causa das minhas 33 personalidades.
Dá muito trabalho falar de cada uma delas.
Quando crescer quero ser... louco!
Gostava de conhecer um ser encantado, mas não em forma de príncipe aldrabado. Talvez sapo encantado?!
Todos os seres serão bem recebidos, desde que transparentes.
Um brilho interior será imprescindível e calor humano desejável.
Deverá ter simplicidade mental, sem ser simplório.
E não deverá complicar, pois isso em nada é meritório!
Se por ventura quiser conhecer-me, contacte-me por telepatia.
Se não responder, é porque estou ocupado a sonhar...
21/02/2006
Anúncio de Jornal I: Procura-se nova vida
Procura-se nova vida.
Entre os 40 e os 55 anos de extensão (não sou ambicioso). Informal, alegre, honesta e creativa.
Memórias recalcadas não serão aceites, pois podem danificar a sua qualidade.
Inclusão de mecanismos resistentes ao stress, saudades e corações partidos serão considerados um bónus e devidamente gratificado.
Deverá ser original e providenciar uma sensação de ser único, não conformista, mas humilde.
O coração e a razão devem estar em equilíbrio e não numa luta desgastante.
Optimismo realista será imprescindível.
Um extra será pago mediante envio para reciclagem da velha vida.
Se bem sucedida a reciclagem, poderá retornar ao anterior detentor para armazenamento em memória.
Por favor contactar na seguinte morada:
Sr. Procura-se Nova Vida
Rua dos Desejos, 27
Vila Pouco do Descanso
2006-02 Algures em nenhures
Entre os 40 e os 55 anos de extensão (não sou ambicioso). Informal, alegre, honesta e creativa.
Memórias recalcadas não serão aceites, pois podem danificar a sua qualidade.
Inclusão de mecanismos resistentes ao stress, saudades e corações partidos serão considerados um bónus e devidamente gratificado.
Deverá ser original e providenciar uma sensação de ser único, não conformista, mas humilde.
O coração e a razão devem estar em equilíbrio e não numa luta desgastante.
Optimismo realista será imprescindível.
Um extra será pago mediante envio para reciclagem da velha vida.
Se bem sucedida a reciclagem, poderá retornar ao anterior detentor para armazenamento em memória.
Por favor contactar na seguinte morada:
Sr. Procura-se Nova Vida
Rua dos Desejos, 27
Vila Pouco do Descanso
2006-02 Algures em nenhures
17/02/2006
A virus lost in translation

"Have a nice weekend. I hope the cold gets better."
I Hope the cold gets better?!
Espero que a constipação melhore?!
Mas se a constipação melhorar eu pioro...
Libertarei intermináveis rios de muco pelo nariz. A minha garganta parecerá pedra lascada. Os meus olhos tornar-se-ão cada vez mais vermelhos e as veias gritarão para sair.
As paredes dos meus pulmões colar-se-ão até eu deixar de respirar.
A febre alcançará os 50º C e queimará os meus cabelos. De porco será o cheiro.
Ficarei pneumoninóstático. Prostrádico. Acabádico.
Quando alguém finalmente perceber, já me terei tornado numa poça de gosma. Qual pseudópode unicelular!
Espero que a constipação melhore?!
Sinto-me ofendido com tal ultrajante dizer. Vou reclamar a verdade das palavras. Vou... vou mas é tomar um sumo de laranja!
Por favor consultar o doutor em:
Panic! At the disco. Álbum: A fever you can't sweat out
The Divine Comedy: The Pop Singer's Fear of the Pollen Count
16/02/2006
Insónia egocêntrica

Schh... Estou a esconder-me da insónia. Malvada. Lá anda atrás de mim outra vez.
Não tens nada melhor para fazer? Vai para junto dos que têm o turno da noite.
Oops... ouviu-me. Está correr atrás de mim. Deixa-me em paaaaz. Não. Pára. Larga-me a perna. Não. Solta-me. Aaah. Não me puxes os cabelos. Isso doi.
Aha! Então e agora? A luz já está apagada. Não me consegues ver. Ah ah ah. Enganei-te. Olha olha! Estou a dormir. Zzzzz. Estou a sonhar agora. A voar. Estou a...
Não. Ela consegue ver-me mesmo no escuro. Não a consigo enganar!
Pronto. Ganhaste. Queres ver-me cansado amanhã outra vez, não é?
Faz-me pensar em ti, vá! Em como não me deixas dormir. És tão egocêntrica.
Queres que a última coisa que pense antes de adormecer seja em ti.
Sim. Pensarei. Leve o tempo que levar, até ficar cansado de pensar e depois apenas... sonhar.
Até amanhã companheira.
14/02/2006
Portugal. The man.
Portugal dá-nos música e é um homem...
Não, realmente isto não faz sentido, mas aparentemente existe uma banda algures nos "estates" que tem o nome de "Portugal. The man" e por acaso a música até nem é má.
Faz lembrar os Blond Redhead misturados com uns At the Drive-in mais melódicos. Indie rock com influências de electrónica.
Provavelmente o nome foi inventado por um americano que 1) ou não faz ideia que Portugal existe ou 2) pensa que Portugal é uma província espanhola...
Portugal. The man. - the web page
Portugal. The man. - the music
Para mais informações acerca desse tal de Portugal, consultar:
Jorge Palma - Portugal, Portugal
GNR - Portugal na CEE (UE para ser mais preciso)
Amália Rodrigues - Fado Português
Clã - Ser (Português)
Não, realmente isto não faz sentido, mas aparentemente existe uma banda algures nos "estates" que tem o nome de "Portugal. The man" e por acaso a música até nem é má.
Faz lembrar os Blond Redhead misturados com uns At the Drive-in mais melódicos. Indie rock com influências de electrónica.
Provavelmente o nome foi inventado por um americano que 1) ou não faz ideia que Portugal existe ou 2) pensa que Portugal é uma província espanhola...
Portugal. The man. - the web page
Portugal. The man. - the music
Para mais informações acerca desse tal de Portugal, consultar:
Jorge Palma - Portugal, Portugal
GNR - Portugal na CEE (UE para ser mais preciso)
Amália Rodrigues - Fado Português
Clã - Ser (Português)
11/02/2006
De novo o papel
05/02/2006
O meu papel digital
Agora vejo que o blog acaba por funcionar como um papel.
Se alguma ideia me vem a cabeca, pego num papel e escrevo... ou ligo o computador, abro o blog e escrevo.
Esta sempre a mao para poder escrever as ideias que lutam por sair.
O problema e que deixei temporariamente de ter acesso a internet em casa e isso afectou a minha escrita aqui. Deixei de ter este papel...
Acho que terei de voltar ao tradicional por uns tempos... ou abrir um documento no computador, o que nao e o mesmo.
Alguem tem um papel que me empreste?
A caneta ja eu tenho...
Se alguma ideia me vem a cabeca, pego num papel e escrevo... ou ligo o computador, abro o blog e escrevo.
Esta sempre a mao para poder escrever as ideias que lutam por sair.
O problema e que deixei temporariamente de ter acesso a internet em casa e isso afectou a minha escrita aqui. Deixei de ter este papel...
Acho que terei de voltar ao tradicional por uns tempos... ou abrir um documento no computador, o que nao e o mesmo.
Alguem tem um papel que me empreste?
A caneta ja eu tenho...
30/01/2006
Impaciente o Sr. S. Pedro
Foi preciso eu nao estar no pais para nevar...
Se o Sr. S.Pedro esperou 52 anos, bem podia ter esperado um pouco mais ate ao proximo Inverno...
aaaaaaaaaargh!
Estou deprimido...
Ps - agradeco a todas as mensagens provenientes do meu Portugali em que fizeram questao de dizer que estava a nevar, contribuindo ainda mais para a minha depressao.
Ps2 - escusavam era de ter fechado A1 e afins. A palavra exagero flutua na minha mente, pintada de branco...
ps3 - bom, pelo menos ja vi neve por aqui... podia ser pior.
Para mais informacao, consultar os especialistas Snow Patrol e o album Final Straw.
Se o Sr. S.Pedro esperou 52 anos, bem podia ter esperado um pouco mais ate ao proximo Inverno...
aaaaaaaaaargh!
Estou deprimido...
Ps - agradeco a todas as mensagens provenientes do meu Portugali em que fizeram questao de dizer que estava a nevar, contribuindo ainda mais para a minha depressao.
Ps2 - escusavam era de ter fechado A1 e afins. A palavra exagero flutua na minha mente, pintada de branco...
ps3 - bom, pelo menos ja vi neve por aqui... podia ser pior.
Para mais informacao, consultar os especialistas Snow Patrol e o album Final Straw.
24/01/2006
Histórias do reino de Cavaquistão
Schhhh! Dorme.
Foi só um sonho de poder procurado e alcançado.
De uma monarquia travestida de república.
Da velha raposa tornada cordeiro, calada com medo de ser acusada.
Foi só um sonho meu filho. O senhor Cavaco nunca foi presidente.
Descansa. Volta para a cama e pensa em como este reino se tornou bem melhor.
As injustiças têm os dias contados.
Não... não consigo.
Tenho algo para te contar. Já tens idade para saber a verdade.
Não foi um sonho. Foi bem real.
Voltámos ao passado. Melhor... o passado alcançou-nos, ludibriou-nos, ultrapassou-nos.
O reinado teve início.
O rei está vivo. Longa vida ao sonho!
Foi só um sonho de poder procurado e alcançado.
De uma monarquia travestida de república.
Da velha raposa tornada cordeiro, calada com medo de ser acusada.
Foi só um sonho meu filho. O senhor Cavaco nunca foi presidente.
Descansa. Volta para a cama e pensa em como este reino se tornou bem melhor.
As injustiças têm os dias contados.
Não... não consigo.
Tenho algo para te contar. Já tens idade para saber a verdade.
Não foi um sonho. Foi bem real.
Voltámos ao passado. Melhor... o passado alcançou-nos, ludibriou-nos, ultrapassou-nos.
O reinado teve início.
O rei está vivo. Longa vida ao sonho!
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